0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Ensino

Projeto da UFFS com escola de Aratiba resgata memórias dos moradores da cidade

Alunos do 9º ano trabalharam com pesquisadores do Centro de Documentação e Laboratório de História Oral, do curso de Licenciatura em História

Estudantes em uma das visitas ao Centro de Documentação e Laboratório de História Oral, na UFFS
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Campus Erechim segue promovendo ações com os municípios do seu entorno. Dessa vez, uma parceria entre o Centro de Documentação e Laboratório de História Oral, do curso de Licenciatura em História, e a Escola Municipal de Ensino Fundamental de Aratiba resultou em uma ação de extensão com os estudantes do 9º ano do educandário.

Trata-se do projeto “Olhares do passado: a memória aratibense nos relatos da comunidade”, em que os alunos da escola tiveram que entrevistar os moradores do município a fim de conhecer suas percepções sobre o lugar em que vivem.

Carla Barros, antiga professora de História da turma, idealizou o projeto e procurou o laboratório da Universidade. Atualmente ela é acadêmica do Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFFS.

Mais de 30 estudantes estiveram na UFFS para participar de formações com docentes e bolsistas do Centro de Documentação. A equipe auxiliou os alunos e montar os questionários e também a conduzir o projeto para a construção de uma exposição dos relatos.

Professora da escola de Aratiba, Ceila Patricia Fortuna Portelles foi a peça-chave para o desenvolvimento da ação com os adolescentes. “Na verdade a ideia chegou até nós no início do ano passado, através da professora Débora Clasen de Paula e da acadêmica Carla Barros, além de mais alguns professores e bolsistas da Universidade”, explica. “Nossa intenção foi desenvolver um projeto sobre o município de Aratiba para resgatar a história e as memórias do nosso povo, fazendo entrevistas para, posteriormente, publicá-las.”

Os alunos, em duplas e trios, escolheram uma pessoa para entrevistar. “Após escolherem a pessoa a ser entrevistada, os alunos visitaram a UFFS e, com os professores e bolsistas, criaram um roteiro das perguntas a serem feitas”, conta Ceila.

Os acadêmicos da UFFS acompanharam os alunos da escola na visita aos entrevistados. Os relatos foram gravados e os bolsistas as transcreveram. Depois disso, foram levados aos entrevistados para que os mesmos lessem e autorizassem a divulgação.

“Depois de autorizadas, recebemos duas cópias de cada entrevista, uma para ser arquivada na escola e outra que será entregue para os entrevistados. Também já aproveitamos a oportunidade e fizemos uma exposição do projeto na feira do nosso município, a Expoara. A próxima exposição será na escola no Dia da Família, em novembro”, diz Ceila. Nas palavras da professora, a parceria entre o Centro de Documentação e História Oral da UFFS com a escola deu bastante certo. “Achei uma ideia maravilhosa por parte da Universidade. Ficamos felizes por nos escolherem para esse projeto”, fala.

“Conhecemos vários professores e acadêmicos, todos muito dispostos para que o projeto obtivesse êxito. Acredito que todos saímos beneficiados, pois foi uma ótima experiência. Os alunos se dedicaram ao máximo. Foi uma experiência única e grandiosa, em que eles puderam valorizar suas próprias raízes abordando as memórias da cidade de Aratiba, por meio da metodologia da História Oral”, destaca a professora.

Para o bolsista e acadêmico da UFFS Maurício Trovó, a participação no projeto foi uma experiência muito positiva. “O Centro de Documentação e Laboratório de História Oral vem integrando diversos alunos do curso de Licenciatura em História da UFFS - Campus Erechim como voluntários, além de contar com um bolsista e um excelente apoio e suporte dos professores coordenadores que investem em nossa formação com oficinas e leituras”, destaca.

“Assim conseguimos, através desta ação, integrar ensino, pesquisa e extensão, aproximando professores, alunos da Graduação e da Pós-graduação da UFFS com a escola municipal e com a comunidade de Aratiba e o resgate de sua memória. Isso enriquece muito a nossa formação como graduandos de Licenciatura em História, uma vez que nos possibilita colocar em prática o que estudamos. Estamos bem motivados para pensar nesse projeto como uma primeira experiência modelo para os próximos no futuro”, diz o acadêmico.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas