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Segurança

Polícia Civil adere à paralisação no Alto Uruguai

Em Erechim, agentes se concentraram em frente à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento
Por Alan Dias
Foto Nathan Breitenbach

Agentes da Polícia Civil de toda região Alto Uruguai aderiram nesta quarta-feira (13) à paralisação estadual da categoria, que visa chamar atenção para o que consideram “Pacote de Retrocesso”, proposto pelo governo para a segurança pública gaúcha.

A manifestação deve continuar amanhã (14) e no primeiro dia, a adesão foi maciça, envolvendo praticamente todos os municípios que possuem Delegacias de Polícia. Os passos seguintes da mobilização, serão a retomada da Operação Cumpra-se a Lei, convocação de uma Assembleia Geral com discussão de indicativo de greve e a intensificação da pressão sobre os parlamentares para a votação dos projetos da Reforma Estrutural do Estado.

Para o governo, o conjunto de medidas moderniza a legislação sobre carreiras dos servidores e aplica, no RS, as novas regras previdenciárias do setor público, permitindo ao Estado economizar R$ 25 bilhões em 10 anos.

Já para o UGEIRM - Sindicato dos Agentes da Polícia Civil do RS, os Policiais Civis gaúchos estão sofrendo um dos maiores ataques da história da Polícia Civil do

Rio Grande do Sul. “Após conviver, há mais de cinco anos, com os atrasos de salários, estamos vendo o governo Eduardo Leite ameaçar seriamente a aposentadoria policial, acenar com redução de salários, fim das promoções periódicas e não reconhecer a Paridade e a Integralidade”, declarou o sindicato em seu jornal.

 

O que muda durante a paralisação

Nos dias de paralisação, a orientação do sindicato é para que não haja circulação de viaturas. E os plantões atendam somente ocorrências policiais de Maria da Penha com pedido de medidas protetivas, crianças vítimas, homicídios, estupros, prisões e furto/roubo de veículos (não atender recuperação ou devolução de veículos).  Casos de prisão em flagrante somente iniciar o procedimento após análise criteriosa da autoridade policial. Exigir a presença da autoridade policial em todos os atos do flagrante.

Também não deverão ser procedidas diligências externas como intimações, buscas e levantamento de locais.

O sindicato diz ainda ser fundamental manter o diálogo com a população, explicando os motivos da mobilização. “É preciso mostrar à população que a nossa luta é por uma segurança de qualidade, com um serviço público que funcione. O principal objetivo da nossa paralisação é a garantia da segurança do povo gaúcho”.

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