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Ensino

Magistério estadual: escolas do Alto Uruguai aderem à paralisação

No centro das reivindicações está a luta pela permanência de direitos conquistados ao longo da carreira docente

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No centro das reivindicações está a luta pela permanência de direitos conquistados ao longo da carre
Diretora do 15ª núcleo do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), Marisa Beti
Por Amanda Mendes
Foto Amanda Mendes

“O momento de paralisar e nos mobilizarmos em defesa da educação pública é agora”. Essa é a avaliação da diretora do 15ª núcleo do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), Marisa Betiato, sobre a greve do magistério estadual, deflagrada na quinta-feira (14). 

De acordo com a diretora, a mobilização visa pressionar os deputados estaduais para que não aprovem a proposta de alteração do plano de carreira dos servidores da Educação, elaborada pelo governador Eduardo Leite.

“O indicativo de paralisação já estava previsto desde setembro, quando o Leite apresentou o pacote de medidas, pretendendo dividi-las em leis. Nesse período, nós do Cpers estudamos esse pacote junto à assessoria jurídica e percebemos que ele só traz prejuízos à vida funcional dos professores, tanto para ativos e inativos, como para os funcionários e àqueles vinculados ao Estado por meio de contratos emergenciais”, contou Marisa à reportagem do Jornal Bom Dia.

Nesse cenário, o sindicato se posicionou contrário à proposta, pois avaliou que as medidas não poderiam ser aprimoradas. “Nós não encontramos nenhum ponto no pacote que gostaríamos que permanece, ou que demandasse uma discussão mais intensa. Afinal, todas as medidas são ameaçadoras para a categoria, então, estamos lutando para que não seja aprovado”, complementou a diretora.

No centro das reivindicações está a luta pela permanência de direitos conquistados ao longo da carreira docente, por exemplo as gratificações por tempo de serviço na aposentadoria e benefícios, tais como, vale-alimentação e bonificação por atuar em escolas que possuem difícil acesso. “Nos preocupamos também com a questão do piso, que não é pago de forma integral, mas sim, complementando com nossos benefícios. Isso significa que por muitos anos nós não teremos aumento real de salário, ou seja, é um falso piso”, afirmou Marisa.  

Desta forma, a ação atua em resposta ao projeto de alteração, protocolado na última quarta-feira (13) na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. “Não sabemos até quando ficaremos paralisados, nosso objetivo é que os deputados não votem o pacote da maneira como ele foi apresentado. Assim, precisamos estar constantemente informados sobre possíveis alterações e ir analisando a viabilidade da nossa greve. O movimento em todo o Estado está muito bonito, intenso e massivo e aqui na região do Alto Uruguai também, muitas escolas estão aderindo”, argumentou Marisa.

Conforme a diretora, após protocolado o pacote em regime de urgência, os deputados terão 30 dias para analisar se votam pela aprovação ou se optam por não dar continuidade a proposta.

Como a paralisação foi definida na quinta-feira (14), as instituições de ensino aproveitaram a segunda-feira (18) para discutir com a comunidade escolar a possibilidade adesão. “Assim, a partir desta terça-feira (19), o movimento ganhará mais força com a presença de mais servidores”, concluiu a diretora.

Na quinta-feira (21), o 15ª núcleo promoverá uma plenária regional de mobilização no Colégio Estadual Professor Mantovani, às 14h.

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