96 horas: esse é o tempo aproximado que as escolas estaduais do Rio Grande do Sul estão em paralisação total ou parcial. Na região da 15° Coordenadoria Regional de Educação (CRE), a luta de mais de 50 escolas se fortaleceu na tarde de quinta-feira (21), com a realização de uma plenária de mobilização e, no encerramento, uma passeata com direção ao prédio da 15ª CRE.
A plenária, realizada no ginásio do Colégio Estadual Professor Mantovani, contou com a presença de centenas de pessoas entre educadores, funcionários, servidores e estudantes. No centro das reivindicações, está, principalmente, a dignidade de atuação docente, que já vem sofrendo ameaças há 47 meses, com salários atrasados e sem reajuste há quatro anos.
Sem conseguir identificar mudanças positivas, na última segunda-feira (18) a categoria entrou em greve por tempo indeterminado, em resposta à proposta de alteração do plano de carreira dos servidores da Educação, elaborada pelo governador Eduardo Leite e protocolada na Assembleia Legislativa. A paralisação visa pressionar os deputados estaduais para que não aprovem a reforma.
Para a diretora do 15 núcleo do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), Marisa Betiato, a plenária foi essencial para organizar o calendário de atividades e mobilizar a comunidade escolar. “Nós já estudamos o pacote de medidas protocolado por Leite e não conseguimos enxergar possibilidades de negociação, é um ataque à Educação, e só aceitamos que esse projeto seja retirado da votação”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.
Ao final do ato, a categoria seguiu em passeata à 15ª CRE, momento em que entregaram um ofício à coordenadora, Juliane Bonez.