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Ensino

Professores realizam ato para sensibilizar a população

Ação realizada na quinta-feira (5), endossou a luta pelo fim do Projeto Reforma RS

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Ação foi realizada no fim da tarde de quinta-feira (5)
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Os professores do magistério estadual do Rio Grande do Sul seguem com esperança de que o projeto Reforma RS não será aprovado pela Assembleia Legislativa. Há 20 dias em greve, os professores se mobilizam contrários à proposta de criação de parcelas autônomas ao salário e o fim da incorporação de gratificações na aposentadoria.

Considerado o maior movimento de paralisação da categoria no Estado, na região de abrangência da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), já são 64 escolas com suspensão total ou parcial das atividades letivas.

Para endossar a mobilização, os professores realizaram no fim da tarde de quinta-feira (5), uma parada luminosa em frente à prefeitura de Erechim, na Praça da Bandeira. O objetivo do ato era sensibilizar a população.

Conforme a diretoria do 15ª núcleo do Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers), Marisa Betiato, a recepção das pessoas que circulavam pela praça foi bem positiva. “A população se mostrou a favor do nosso movimento, pouquíssimas que não concordavam, mas foi bem insignificante para nosso ato, que foi uma ação de resistência”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

Na oportunidade, os professores entregaram um material informativo às pessoas. “Eles buzinaram sempre que pedíamos para que quem concordasse fizesse algum sinal. Foi muito bonito perceber que as pessoas nos apoiam, afinal, esse projeto é ameaçador não apenas para os profissionais da Educação, mas para o ensino público, porque ele representa uma precarização muito significativa às escolas”, complementou Marisa.

A diretora reforça, ainda, que o movimento está cada vez mais crescente. “Começamos com 20 escolas e já superamos a marca de 60. Isso está sendo bem representativo, pois diariamente recebemos mensagens de deputados sensíveis com nossa pauta. Inclusive, a base aliada do governador também já se colocou contrário ao pacote, porque não são só nós, professores, que estamos resistindo, mas outros servidores públicos também”.

A proposta de reforma foi apresentada por Eduardo Leite em novembro, ela está dividida em oito projetos. “Isso que nos preocupa, considerando que cada projeto poderá ser votado de maneira individual e não sabemos quais as emendas que os deputados podem fazer, mas já nos colocamos inteiramente contra, pois cada linha do pacote é prejudicial ao nosso exercício docente”, argumentou Marisa.

Contudo, a esperança ainda existe. “Como nós sabemos que os deputados estão se posicionando contra, acredito que o governador irá retirar a proposta para abrir diálogo com o Cpers”, concluiu a diretora.

Na próxima terça-feira (10), o Cpers irá realizar uma assembleia em Porto Alegre para seguir pressionando o governo. O 15ª núcleo, com sede em Erechim, também participará com uma comitiva. A greve deve se estender até o dia 17 de dezembro, prazo que os deputados têm para votar ou retirar a proposta da pauta. O calendário de recuperação da greve será definido por cada instituição de ensino, após encerrar a mobilização.

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