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Segurança

Operação contra caça ilegal cumpre mandados em Erechim, Aratiba e Centenário

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Por Redação
Foto Polícia Civil

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção e Defesa do Meio Ambiente (Dema) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou na segunda-feira (9), a terceira fase da Operação Bad Hunters, com o objetivo de reprimir a prática, em tese, de crimes de caça ilegal de animais silvestres nos municípios de Erechim, Aratiba e Centenário.

Segundo a delegada responsável pela ação, Marina Goltz, a investigação teve início em dezembro de 2018, a partir de denúncias de que uma organização criminosa utilizaria indevidamente autorizações para manejo de javalis para os fins escusos de caça de toda a sorte de animais silvestres.

“Apenas o javali tem seu manejo autorizado pelo IBAMA, em razão de ser espécie exótica invasora que tem causado uma série de impactos ambientais e socioeconômicos, ameaçando o ecossistema. Deste modo, os integrantes da organização criminosa, obtém autorização para manejo de tais animais, bem como adquirem legalmente armas através de cadastro junto ao Exército Brasileiro, contudo fazem uso desvirtuado destas autorizações para a caça de outros animais, cujo abate é proibido”, explicou a delegada.

Conforme o diretor Deic, delegado Sander Cajal, os integrantes desta organização reúnem-se para caçadas em diversas regiões do estado, ocasiões em que caçam indiscriminadamente animais da fauna silvestre, tais como veados campeiros, tatus, capivaras, pacas, ratões do banhado, perdizes e perdigões.

Na operação desta segunda-feira foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e duas espingardas calibre 12 e munições foram apreendidas.

 

Primeira fase

A primeira fase da ação foi desencadeada em Erechim e Lagoa Vermelha, no dia 8 de agosto deste ano, e resultou em oito prisões e na apreensão de aproximadamente 50 armas de caça, munições, máquinas de recarga de munições, suprimentos para recargas de munições, silenciadores/supressores, lunetas, telefones celulares, licenças de controlador de javalis no IBAMA (CTF), mais de 100 quilos de carnes de animais abatidos e armadilhas.

De acordo com a delegada Marina, além da caça ilegal de animais da fauna silvestre, também foi apurado que a organização criminosa realizava jantares restritos a convidados, nos quais era servida a caça abatida.

 

Segunda fase

A segunda fase da operação aconteceu no início deste mês, nos municípios de Piratini, Canguçu e Porto Alegre. Foram cumpridos quatro mandados de busca, resultando na apreensão de onze armas de fogo, sendo uma delas um fuzil Mauser com ferrolho, munições, celulares, licenças de controlador de javalis no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e carnes de animais abatidos.

Os investigados poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 29 da Lei 9.605/98, com penas de detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa, e artigo 2º da Lei 12.850/2013, com pena de reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.

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