Na manhã de terçafeira (7), o governo do Rio Grande do Sul recebeu o Centro dos Professores do Estado do RS (Cpers), sindicato que representa a categoria do magistério estadual para abordar as demandas dos professores grevistas.
O encontro ocorreu na Secretaria de Educação (Seduc), em Porto Alegre, com a presença do secretário de Educação, Faisal Karam, do chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, da secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, e outros representantes da Seduc.
De acordo com a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, a pauta da reunião buscava discutir a garantia do pagamento do salário, a não punição dos grevistas e a observação da gestão democrática, sem abrir mão de cumprir os 200 dias letivos.
A ausência do governador, Eduardo Leite, adiou as possíveis decisões e a greve, em nível estadual, permanece. “No encontro, fomos notificados que as demandas serão encaminhadas ao governador e, em até 48 horas, será marcada uma nova reunião”, complementou Helenir.
A paralisação no Alto Uruguai
Em Erechim e região, as escolas ficaram em greve até o dia 2 deste mês. O calendário de reposição das aulas já está em andamento, no entanto, os professores seguem ansiosos para entender como ficará a situação dos dias em paralisação que foram descontados da folha de vencimento.
A diretora do 15ª núcleo do Cpers, Marisa Betiato, está acompanhando as negociações em Porto Alegre desde segunda-feira (6) e concedeu entrevista ao Jornal Bom Dia, demonstrando a frustração que emergiu do resultado das atividades de ontem.
“Desde segunda-feira (6) estávamos ansiosos com a audiência marcada para terça-feira (7). Na segunda nos reunimos no Conselho Geral, com a presença de todos os diretores dos núcleos e aguardávamos a posição do governo em marcar a reunião. Para nossa surpresa, ela foi marcada com antecedência e, com isso, criamos uma expectativa significativa de que nossas pautas seriam ouvidas para que encontrássemos algumas soluções”, pontuou Marisa.
Nesse sentido, a diretora ressalta que a ausência de Leite manteve o impasse. “Sem o governador, os representantes nos pediram mais dois dias para responder nossas demandas, assim, seguimos aguardando”, concluiu.
Posição da Seduc
Conforme publicado pela Secretaria Estadual de Educação, a prioridade é finalizar o calendário letivo de 2019. “Assim, poderemos iniciar corretamente o ano de 2020, como é nossa obrigação e direito de todos os estudantes da rede estadual”, afirmou Faisal.
O secretário, lembrou que, no dia 19 de dezembro, foram emitidas para todas as Coordenadorias Regionais de Educação as orientações sobre a elaboração do calendário de reposição das aulas nas escolas que aderiram à greve dos professores. O Tribunal de Contas do Estado foi informado sobre a proposta.
No memorando circular 22/ 2019, a Seduc sugeriu que o calendário de recuperação das aulas ocorresse entre os dias 21 de dezembro e 23 de janeiro. As férias docentes, no caso, foram sugeridas para depois da recuperação, entre 24 de janeiro e 22 de fevereiro. O Cpers quer negociar a reposição das aulas.