Uma ação de arrecadação de recursos para que a equipe Drop Team do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – campus Erechim, siga conquistando o universo da eficiência energética está sendo feita com o apoio da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie) e do Erechim Auto Esporte Clube (EAEC). A 1ª Macarronada foi pensada para auxiliar nos custos da viagem aos Estados Unidos (EUA), onde irão participar da competição internacional, Shell Eco-marathon Américas.
O almoço será realizado no sábado (25), no Galpão do Gaúcho no Parque da Accie. Para participar e ajudar a equipe é necessário adquirir o ingresso no valor de R$ 30,00 até a sexta-feira (24), com os integrantes da Drop Team ou na Loja Elite, localizada na Avenida Maurício Cardoso.
A competição reúne estudantes de vários países da América do Norte, América Central e América do Sul com objetivo de melhorar a eficiência das fontes de energia, bem como, o uso dos combustíveis, por meio de uma série de disputas com protótipos de carros ultra eficientes. Essa será a segunda participação da equipe
erechinense. Na primeira oportunidade, o grupo conquistou o 3ª lugar.
Sobre a competição
Conforme a assessoria de comunicação do IFRS, a Shell Eco-marathon é uma competição de fomento à pesquisa energética que desafia estudantes a projetar e construir protótipos que percorram a maior distância com a menor quantidade de energia.
A iniciativa teve início em 1939, quando funcionários da companhia nos Estados Unidos fizeram uma disputa sobre quem conseguiria percorrer a maior distância possível com a mesma quantidade de energia. Em 1985, a competição se tornou oficial. Desde então, ela se expandiu para outros dois continentes, Ásia e Europa, incluindo categorias em diversos tipos de combustíveis.
A equipe Drop Team
Conforme o capitão da equipe, Jean Radeski, o grupo está vinculado ao curso de Engenharia Mecânica, com 12 integrantes, coordenados pelo professor Airton Campanhola Bortoluzzi.
O protótipo promove a eficiência energética, visando percorrer a maior distância, com a menor quantidade de combustível possível. “Nosso nome faz referência às características do veículo, com formato de uma gota. Assim, temos o lema: ‘consumir uma gota de combustível é o que nos move’”, afirmou em entrevista à reportagem do Jornal Bom Dia.
Além de aplicar os conhecimentos proporcionados pelo curso de ensino superior, o projeto estimula a desenvolver novas tecnologias, que possam ser adotadas pelo mercado, bem como, promover a diminuição da poluição e um uso racional dos recursos fósseis. A equipe é rotativa, conforme os integrantes vão se formando, e é organizada por áreas. “O projeto vem para agregar nossa formação como uma atividade extracurricular”, acrescentou Jean.
“A história do projeto começou em 2015, com muita pesquisa, formação da primeira equipe, planejamento e início do projeto base. Para compor o grupo, os acadêmicos precisam passar por um processo seletivo. Nossa primeira competição ocorreu em São Paulo, no ano de 2016, mas não tivemos um resultado válido, acredito que por falta de experiência. Após esse momento, nós analisamos os pontos que erramos e o que deveríamos aprimorar. Dessa forma, já na segunda experiência de competição, conquistamos o terceiro lugar”, contou o capitão do grupo.
O passaporte para participar do encontro nos EUA é ficar em primeiro lugar na competição nacional, assim, o objetivo do grupo foi alcançado em 2018. “Nós aprimoramos nosso protótipo e ganhamos a Shell Ecomarathon Brasil e, no ano passado participamos da disputa internacional”, destaca Jean.
O ano de 2019 foi planejado para repetir esse resultado. “No primeiro semestre nós fizemos alguns ajustes, reduzimos o peso do veículo e fomos bicampeões nacionais e, agora, estamos tentando melhorar nossa colocação no evento internacional”, complementou.
Experiência que transcende o conhecimento acadêmico
Jean relata, ainda, que a competição permite uma série de intercâmbios culturais. “Além da aplicação dos conhecimentos, esses eventos nacionais e internacionais, estimula a prática de outros idiomas, viabiliza novos conhecimentos e relacionamentos com pessoas de diversos lugares do mundo. Mas, sobretudo, oportuniza concorrer a estágios na Shell e aprender a trabalhar em equipe”.
Demanda por patrocínio
Todos os resultados da equipe são alcançados com apoio e patrocínio de diversas entidades. “Como somos acadêmicos nossa renda é baixa, além disso, estudamos em uma universidade pública, portanto, todos os investimentos para participarmos dessas competições só é possível através de patrocínios ou ações que realizamos para arrecadar recursos, como é o caso dessa 1ª Macarronada. Com o resultado nacional, nós ganhamos R$ 20 mil, contudo, só os custos com as passagens chegaram a quase R$ 60 mil. Portanto, contamos com a ajuda de todos que puderem, para seguirmos representando nosso município e o país”, concluiu o acadêmico.