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Ensino

Falta de professores marca retorno às aulas no Alto Uruguai

Coordenadora da 15ª CRE, Juliane Bonez, afirma que a situação está sendo tratada com prioridade junto à Seduc

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Coordenadora da 15ª CRE, Juliane Bonez, afirma que a situação está sendo tratada com prioridade junt
Por Amanda Mendes
Foto ArquivoBD

Algumas semanas após o retorno do calendário letivo na rede estadual de ensino básico, ainda faltam professores e funcionários em escolas de todos os municípios do Alto Uruguai. Por enquanto, em algumas instituições a alternativa está sendo remanejar funcionários para as salas de aula.
Essa foi a opção do Colégio Estadual Haidée Tedesco Reali de Erechim, que está registrando ausências em quase todas as áreas das disciplinas regulares, conforme relata o diretor da escola, Darlan da Rocha. “Falta nas matérias de Espanhol, Educação Física, Matemática, Artes, Língua Portuguesa, Filosofia, Sociologia, Biologia, Física, Química e também nos seminários temáticos que estão sendo implementados com o Novo Ensino Médio. Assim, eu, meu vice-diretor e algumas pessoas que trabalham em setores, que às vezes não têm formação em licenciatura, estamos indo para as salas de aula, para tentar cobrir es sas aus& ecirc;ncias”.
De acordo com Darlan, a falta de professores e funcionários é resultado de aposentadorias e exonerações. “Nesse contexto, a nossa Coordenadoria Regional de Educação (CRE), está fazendo tudo o que pode, trabalhando dia e noite para resolver essa situação. Contudo, enquanto gestores, ficamos preocupados, pois temos que dar uma resposta à sociedade, aos pais e alunos”, concluiu o diretor.

15ª CRE registra falta de 65 professores

Segundo a coordenadora da 15ª CRE, Juliane Bonez, até ontem (9), a entidade, que abrange 41 municípios e 102 escolas, registra falta de 65 professores na região. “Para que as informações de ausências no magistério cheguem até a Coordenadoria, as escolas precisam entrar com o pedido no sistema. Nós estamos trabalhando intensamente nesta questão desde dezembro do ano passado, para que as faltas não afetassem tanto o cotidiano escolar. Por enquanto, estamos com falta de 65 professores, em que 32 já foram encaminhados e estamos só aguardando os trâmites legais para que iniciem o trabalho, mas ainda restam 33, que estão aguardando uma nova análise das escolas ou de aprov ação na Secretaria Estadual de Educação (Seduc)”, contou Juliane
“Estávamos buscando resolver esse problema por meio de contratos por convocação ou ampliação de carga horária de professores que já são da rede, após esse passo, agora, nosso foco será em novos contratos”, acrescentou a coordenadora.
Para Juliane, a situação está sendo tratada com prioridade. “A Seduc e a CRE estão atuando com esforço conjunto para resolver esse problema, por meio do departamento de Recursos Humanos da CRE, que tem trabalhado além do horário normal, no período da noite, fazendo esses ajustes, porque temos que ter responsabilidade com a educação de nossas crianças”.
As ausências no corpo do magistério estão presentes em diversas áreas, principalmente com as novas exigências curriculares da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Da mesma maneira, em diversas escolas esse problema existe, em todos os munícipios, na verdade. Em Erechim, os índices são mais altos, mas também por concentrar mais escolas do que os outros municípios”, complementa a coordenadora, pontuando que com relação aos funcionários, as escolas estão com mais necessidade de merendeiras.
“Ainda, pode ser que essas faltas se ampliem, porque dependemos que as escolas inseriram no sistema. E, sobretudo, todas as direções estão sendo orientadas, conversamos individualmente com cada instituição de ensino para repassar instruções”, concluiu Juliane.

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