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Ensino

UFFS: uma década contribuindo para o desenvolvimento do Alto Uruguai

Instituição comemora 10 anos com mais de mil diplomados e 800 projetos entre pesquisa e extensão

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Instituição comemora 10 anos com mais de mil diplomados e 800 projetos entre pesquisa e extensão
Diretor do campus de Erechim, Luis Fernando da Silva
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação UFFS

No ano em que a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) completa uma década de existência, o campus de Erechim comemora mais de mil formaturas entre cursos de graduação e pós-graduação, 500 projetos de pesquisa e 300 de extensão.
Para marcar a data, a reportagem do Jornal Bom Dia conversou com o diretor do campus da Capital da Amizade, Luís Fernando da Silva, que aproveitou a oportunidade para contar as contribuições da UFFS para a região do Alto Uruguai, bem como, sobre a importância de interiorizar o ensino superior público.

Jornal Bom Dia: Como foi o processo de início da UFFS e a escolha das cidades que iriam receber a Universidade?

Luís Fernando da Silva: A UFFS foi criada pela Lei 12.029, de 15 de setembro de 2009, cabe destacar que ela é fruto de uma reivindicação histórica da mesorregião da Fronteira do Mercosul por ensino superior público.
A luta pela criação da Instituição foi organizada por um movimento social chamado Movimento Pró-Universidade, que, em conjunto com o Ministério da Educação (MEC), foi responsável pela escolha das cidades que receberam os campi da Universidade.
Nesse sentido, o município de Erechim foi contemplado por ser a maior cidade da região do Alto Uruguai gaúcho, território esse que, até o final da primeira década dos anos 2000, não contava com instituições federais de ensino superior.

Jornal Bom Dia: Na sua opinião, qual a importância de interiorizar o ensino superior público?

Luís Fernando da Silva: A interiorização do ensino superior público significa a democratização do ensino gratuito e de qualidade. Antes do processo de interiorização das universidades públicas, o país apresentava uma grande concentração de instituições na faixa litorânea e nos grandes centros urbanos.
Instituições como a UFFS foram criadas justamente para estabelecer um certo equilíbrio no sistema federal de educação superior, de modo a permitir que os jovens estudem nas suas regiões de origem e permaneçam nela depois de formados.
Por outro lado, por se tratarem de instituições federais, as universidades criadas nesse movimento também contribuem para que estudantes de outros estados do Brasil, venham para a nossa região, o que permite aumentar a diversidade cultural presente no Alto Uruguai.

Jornal Bom Dia: Nessa caminhada de 10 anos, quais são os principais avanços da Universidade?

Luís Fernando da Silva: Nesses 10 anos temos contribuído de modo significativo para o desenvolvimento de Erechim e da região. Atualmente, já diplomamos mais de mil estudantes, somados os cursos de graduação e de mestrado. Além disso, já foram realizados mais de 500 projetos de pesquisa e um número superior a 300 projetos de extensão.

Jornal Bom Dia: Atualmente, quais são os principais desafios da UFFS em Erechim e como superá-los?

Luís Fernando da Silva: São muitos os desafios, sobretudo quando se considera a conjuntura nacional, de redução do investimento público em educação e tentativa de retirar a legitimidade dos serviços prestados à sociedade.
Temos uma estrutura física qualificada no campus Erechim, seja em termos de prédios, laboratórios ou áreas experimentais. Do mesmo modo, contamos com um corpo docente e técnico-administrativo em educação de excelência, em termos de formação e atuação.
Contudo, justamente no momento em que deveríamos discutir a ampliação de nossa atuação, no ensino, pesquisa e extensão, estamos empenhados arduamente em manter aquilo que foi conquistado por homens e mulheres do Alto Uruguai, que é o acesso ao universo do conhecimento científico nas proximidades de casa.
Penso que a superação desse desafio passa pelo diálogo franco com a comunidade regional, de modo a que ela tenha, cada vez mais, a UFFS como patrimônio público fundamental para o desenvolvimento da mesorregião da Fronteira do Mercosul.

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