Em meio ao medo de deixar os filhos retornarem para o ambiente escolar, uma notícia divulgada na tarde de terça-feira (31), está trazendo alívio aos pais: as aulas estão suspensas no Rio Grande do Sul até o dia 30 de abril. A medida se aplica a todas as instituições de ensino, desde a educação básica até o ensino superior, tanto da rede pública quanto particular.
O governador Eduardo Leite anunciou, em transmissão ao vivo pela internet, a prorrogação da suspensão das aulas em escolas da rede estadual, em universidades e em instituições de ensino públicas e privadas.
Interrompidas gradativamente desde 19 de março, as aulas seguirão suspensas até 30 de abril. Inicialmente, as aulas da rede pública estadual haviam sido suspensas até o dia 2 de abril. Universidades e instituições de ensino haviam definido, também, datas para o retorno, mas, agora, com o novo decreto, todas as aulas em todas as instituições de ensino no Estado ficam suspensas.
De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Ensino (Seduc), a decisão se aplica, inclusive, às redes municipais de ensino. Com isso, na tarde de ontem, a reportagem do Jornal Bom Dia procurou o prefeito de Erechim, Luiz Schmidt, e a secretária municipal de Educação, Vanir Bombardelli, que informaram, estão aguardando a publicação do novo decreto estadual (prevista para hoje (1ª) no Diário Oficial do Estado) para divulgar a posição do município.
“É necessário aguardar a situação se acalmar”
Para Caroline dos Santos Wal, mãe de Ana Luiza Wal, o retorno das aulas só deve ocorrer quando a situação estiver mais calma. “Meu esposo e eu estamos bem apreensivos com essa pandemia. E, por mais que o surto da covid-19, esteja aparentemente mais controlado em Erechim, ainda nos preocupamos, já que estou incluída em grupos de risco, porque sofro de alguns problemas de saúde e, ainda, moramos próximos aos meus sogros, que têm mais de 70 anos”.
Nesse cenário, Caroline destaca que o medo está presente em sua rotina. “Acredito que a volta às aulas deveria ser prorrogada, esperar essa situação se acalmar. Afinal, as crianças estão desenvolvendo atividades escolares em casa, ou seja, não estão perdendo conteúdo”, acrescentou.
“Retomar as atividades nesse momento é irresponsabilidade”
Essa é a opinião de Pamela Marmentini Corrêa, mãe de um estudante da educação infantil municipal da Capital da Amizade. “Como são bebês, eles demandam muitos cuidados, ou seja, não há como manter distância deles. Penso, ainda, que é extremamente necessário manter o distanciamento social para evitar possíveis contágios ao novo coronavírus. Assim, acredito que retomar as aulas, nesse momento, é uma irresponsabilidade, pois a vida das crianças importa sim, bem como, dos profissionais que atendem elas”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.
“Retorno das aulas pode facilitar a disseminação do vírus”
A erechinense Cristiane Michelin é mãe de uma menina de três anos e também não se sente segura com o retorno das aulas. “Na verdade, é um sentimento muito difícil de descrever. Acho que a aglomeração das crianças, vai ajudar na disseminação do vírus. E, por mais, que elas sejam mais resistentes, acabam levando para casa e contaminando outros membros da família. Por outro lado, algumas mães, que voltarão ao trabalho na segunda-feira (6), não têm com quem deixar as crianças, já que é preciso evitar o contato com os avós. Por enquanto, estou conseguindo realizar meu trabalho de maneira remota, mas se eu precisar retornar &ag rave; In stituição, entrarei nesse impasse de não ter ninguém disponível para cuidar da minha filha. De toda maneira, é uma situação muito delicada, não sendo confortável a decisão de voltar para a escola”.
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