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Ensino

Com aulas suspensas, estudantes intensificam preparação para o Enem

Conteúdo online tem sido principal fonte de estudo, no entanto, Conselho de secretários estaduais se preocupa com acesso desigual à internet

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Eduarda entende que o Enem é essencial para a conquista do seu sonho profissional
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Com a suspensão das aulas desde o dia 20 de março, os estudantes que estão no último ano do ensino médio e de cursinhos, tiveram que intensificar a rotina de estudos, buscando estar melhor preparados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A prova foi confirmada e será aplicada em dois formatos: digital e presencial. A escolha pelo modelo será do candidato, devendo indicá-lo no momento da inscrição, que neste ano será de 11 a 22 de maio. Já a aplicação ocorrerá em novembro.

Em meio a pandemia do coronavírus, a publicação do cronograma do Enem, está preocupando secretários estaduais de Educação, considerando que a suspensão das aulas pode prejudicar os candidatos. Conforme publicado pela Agência Brasil, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) produziu uma nota solicitando que as datas sejam definidas após o fim do ciclo da pandemia. A preocupação tem como base a justificativa de que nem todos os estudantes têm acesso igual à internet.

Com acesso à internet, os conteúdos online estão sendo as principais fontes de estudos de três candidatos erechinenses: Eduarda Grando, Eduardo Conti e Letícia de Oliveira.

Aulas online têm sido principal recurso para estudos

“Estou me orientando pelo edital da prova, organizei um mapa mental detalhando quais os conteúdos vou priorizar. Ainda, estou acompanhando sites de notícias para exercitar a leitura e a escrita. E, claro, estou assistindo muitas videoaulas sobre os conteúdos”, contou Eduarda, que pretende cursar Marketing ou um curso técnico em Finanças. “Estou me dedicando muito aos meus estudos, pois sei que essa prova é muito importante para meu futuro”, concluiu.

Eduardo, de 17 de anos, sonha em conquistar uma vaga no curso de Direito e está utilizando o horário que estaria em aula na Escola Estadual Normal José Bonifácio, para estudar. “Tenho me focado mais no período noturno e utilizo bastante a internet como ferramenta de estudos. Além dos conteúdos, tenho intensificado a leitura de artigos, matérias de jornais e portais online de notícias. Já para as questões da prova, assisto videoaulas. O professor faz muita falta nessa preparação, mas estou me adaptando, porque o curso que quero entrar é concorrido”.

Essa preocupação é partilhada pela Letícia, de 18 anos, que pretende ingressar na graduação em Relações Internacionais. “Eu faço cursinho e, com a suspensão das aulas presenciais, estamos utilizando um sistema de Educação a Distância (EAD) e temos um plano individual de estudos. Portanto, estou seguindo esse plano e a internet tem sido muito presente na minha rotina, pois além das aulas do cursinho, acompanho outros materiais online e complemento os estudos com meus livros didáticos”.

Acesso desigual à internet pode prejudicar candidatos

Conforme a Agência Brasil, a nota escrita pelo Consed, destaca que a manutenção do calendário do Enem deverá ampliar as desigualdades entre os estudantes do ensino médio em todo o país para o acesso às instituições de ensino superior.

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