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Rural

Tecnologia auxilia produtor rural em meio à pandemia do coronavírus

Empresa Agroexata, que tem parceiros em Erechim, utiliza imagens de drones, satélites e mapas 3D para ajudar o gestor rural na tomada de decisões em tempos de distanciamento social

Conforme o gerente da Agroexata, Fernando Martins, o campo hoje é um lugar tecnológico e conectado
Conforme o gerente da Agroexata, Fernando Martins, o campo hoje é um lugar tecnológico e conectado
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Por Salus Loch
Foto Divulgação

Seja de perto, longe ou muito longe, a Agroexata Sul, a partir do uso de imagens aéreas de drones e satélites, além de mapas de relevo em 3D, consegue, mesmo em época de distanciamento social causado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), traduzir a visão que o produtor tem da sua lavoura para que possa direcionar quais áreas a equipe deve monitorar, economizando tempo e dinheiro em busca de efetividade.

Conforme o gerente da Agroexata, Fernando Martins, o campo hoje é um lugar tecnológico e conectado. Por isso, a empresa incorporou ferramentas e maquinário de ponta à gestão das propriedades. O que, segundo ele, está mudando a história da agricultura. “A evolução na área de sensoriamento remoto – com a utilização de satélites, drones e aeronaves -, permitiu levar aos produtores um universo de informações e possibilidades, aumentando a assertividade e a lucratividade. Aliás, diante das limitações de deslocamento ocorridas em razão da covid-19, a busca por soluções de sensoriamento remoto tem aumentado”, observa Martins.

O crescimento da demanda também é destacado pelo consultor e representante técnico e comercial da Agroexata Sul, engenheiro agrônomo André Brollo. ‘Com as restrições que estamos vivendo, as soluções tecnológicas ganharam espaço e se transformaram numa alternativa fundamental. Mesmo à distância, conseguimos, por exemplo, fazer a apresentação de mapas de índice de biomassa, através dos NDVI´s, além de entregarmos ao produtor e ao seu agrônomo consultor informações detalhadas de cada talhão, ajudando no planejamento para as correções do próximo ano, ou agindo rapidamente com as correções na mesma safra’, aponta.

Ferramentas como Skype e Zoom também são utilizadas para as entregas técnicas dos trabalhos já realizados.

 

Pioneirismo, qualidade e tradição

A Agroexata é pioneira em Agricultura de Precisão (AP) no Centro-Oeste do Brasil. Fundada em 2000, é, também, a empresa mais antiga em atividade trabalhando com AP no país.

Há cerca de três anos, abriu sua unidade no RS: a Agroexata Sul, que é responsável por atender a milhares de hectares de áreas em vários municípios.

Além de investimentos constantes em equipamentos e tecnologia, a empresa aposta na qualificação técnica da equipe. São dez Engenheiros Agrônomos e dez Técnicos Agrícolas em constante evolução.

 

Saiba mais

# Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas e procedimentos tecnológicos que visa à representação e coleta de dados da superfície terrestre sem a necessidade de um contato direto. Assim, toda a informação é obtida por meio de sensores e instrumentos em geral. Tal processo vincula-se ao tratamento, armazenamento e análise de tais dados para que se conheça melhor os fenômenos que se apresentam na superfície.

 

# Além da aerofotogrametria (o registro de imagens utilizando aviões e drones), outro recurso de sensoriamento remoto bastante utilizado são os satélites. Com eles, tornou-se possível o registro de imagens em pequena escala, ou seja, de amplas áreas; ou, até mesmo, de mapas com escalas variadas e flexíveis, possibilitando o manejo para diferentes mapas de localização e temáticos.

# Em relação aos drones, eles podem ser utilizados em diferentes momentos da safra. Inicialmente, para sobrevoar áreas de interesse. No pré-plantio, podem ser usados para verificação da área e topografia, divisão dos talhões e o planejamento, inclusive, do escoamento da água da chuva. Feito o plantio, o equipamento fornece indicadores qualitativos e quantitativos, indicando a eficiência da técnica realizada e apontando problemas que mereçam correções, como falhas no plantio, contagem de pés, falta de nitrogêno, mapa de saúde da vegetação e outros, conforme a cultura.

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