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Ensino

Professoras de Psicologia propõem reflexões sobre a vida a dois durante a pandemia

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Professora Angélica Neumann diz que essa é a hora de fortalecer a vida a dois
Por Setor de Comunicação URI
Foto ASCOM

A pandemia provocada pelo coronavírus está exigindo das famílias muitas reflexões e novos posicionamentos a respeito desse novo quadro, que tem demandado das pessoas uma vida social cada vez mais restritiva.Para contribuir com a vida dos casais, as psicólogas Angélica Paula Neumann, professora do Curso de Psicologia da URI Erechim, e Carina Bossardi, professora do curso de Psicologia, docente e coordenadora do Mestrado em Psicologia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), elaboraram uma cartilha que pode ajudar os casais a enfrentarem melhor essa situação inusitada.  Esta cartilha pode ser acessada na íntegra no site www.uricer.edu.br.


As professoras Angélica e Carina utilizaram o tempo como metáfora para falar do relacionamento de casal:  existem dias ensolarados, nublados, chuvosos e até tempestades na vida a dois. Como manejar cada um desses climas do relacionamento é o que faz a diferença, e é o foco do material elaborado pelas pesquisadoras.

Em entrevista sobre o assunto, a professora Angélica Neumann pontuou que essa hora é mais do que oportuna para que os casais possam dialogar sobre a vida a dois. "Esse é o momento para refletirmos sobre como está nosso equilíbrio emocional e analisarmos profundamente como estamos nos comportando diante deste cenário que não tem prazo para terminar", afirmou a psicóloga. "Então, temos que viver cada dia num diálogo constante, não deixando que a tensão provocada pelo isolamento social, destrua tudo aquilo que foi construído até agora", reforçou.

Para Angélica Neumann, tanto o marido quanto a esposa têm o direito e o dever de perguntar quando sentirem que está havendo algum desequilíbrio nessa balança. E o outro precisa entender que só há um crescimento e uma maior estabilidade quando ambos tiverem a tranquilidade de expor suas emoções e suas fraquezas.
Afinal, disse ela, "não há necessidade de provar quem tem razão nessa hora, é importante que ambos possam se expressar e se sentir compreendidos,
e a partir disso pensar em como cada um pode contribuir para uma melhor estabilidade emocional da família, que garanta um futuro com segurança", concluiu.


 

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