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Ensino

Grupo de escolas privadas de Erechim busca alternativas para o retorno às aulas

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Grupo enviou uma nota à imprensa
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Um grupo de escolas privadas de educação infantil de Erechim está se organizando para encontrar alternativas para o retorno às aulas em no mês de maio. O grupo enviou uma nota à imprensa. Confira:

“O grupo alerta que postos de trabalho de educadores e funcionários que somam quase 200, num total de 11 escolas infantis particulares, também contratadas pelo município para atender educação infantil e a sobrevivência dos empreendimentos que somam na sua maioria anos de atuação, estão em risco, se houver prorrogação do recesso. Convém lembrar que há um movimento de pais que voltaram trabalhar e não tem com quem deixar seus filhos, em que eles podem estar encontrando-se desamparados ou sem cuidados de adultos responsáveis.

Estamos pensamos no cuidado para com educadores e crianças, usando de todos os protocolos necessários para que não haja contaminação. E uso de máscaras pelos professores e profissionais e demais crianças que tenham idade adequada e maturidade para uso. Trabalho intenso de etiqueta respiratória.

O trabalho consciente será constante. Higienização dos ambientes de acordo com as recomendações de saúde. Reduzir o número de brinquedos a oferta para facilitar a higiene dos mesmos. E cumprimento a todo o protocolo que será repassado pelo governo estadual.

As demissões, no momento, não têm impacto radical. Contudo, existe intensa negociações das matrículas para evitar que sejam canceladas pelos pais que não concordam em manter o pagamento das mensalidades por um serviço que não está sendo prestado. No universo do setor privado de crianças, já teríamos um número expressivo em matrículas extintas num mês de confinamento, se perdurar, com certeza será muito maior, chegando ao fechamento das entidades por falta de estudantes na quantidade necessária para se manter.

Atualmente um grupo de escolas privadas mantém contrato de prestação de serviços com  o município de Erechim, atendendo mais de 700 crianças, o qual devido a pandemia da covida-9 não está sendo repassando nenhum valor às escolas por  estarmos impedidos de trabalhar, mas as nossas escolas precisam estar à disposição deste contrato com o quadro de funcionários e toda estrutura formada. Sem receber. A grande maioria das escolas tem estudantes pagos pelo município com a sua maior receita vinda deste. Sem receber acabam com muitas dificuldades financeiras.

Esse movimento de cancelamento, que envolve as famílias, se o Estado mantiver o recesso escolar para além de maio, o temor é de mais cancelamentos e um consequente rombo nas finanças das escolas, o que levaria ao aumento de demissões e até mesmo encerramento de atividades.

Como argumento central em defesa da segurança sanitária, reafirmamos que as escolas infantis não concentram uma grande ocupação. Ela varia de 40 a 80 crianças por estabelecimento.

Existe uma reflexão sobre a falta de um olhar sobre o cotidiano das crianças, a volta ao trabalho dos pais, foi esquecido das necessidades dos filhos. Precisamos ponderar sobre a rotina cansativa de permanecer em casa, de não ter contato com colegas de aula e da ruptura do convívio escolar.

Seria ótimo ficar com os pais em casa, mas não é o que está acontecendo. Mas entendemos que, com os pais trabalhando, as crianças estão mudando de lugar a toda hora. Podem estar hoje com avós, amanhã com a tia, vizinha e assim por diante. Está mais propensa ao contágio e a proliferação do que se estivesse apenas na escola com os cuidados que podemos ter”, afirma nota.

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