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Rural

Alto Uruguai: prefeitos cobram mudanças

Eles participaram de videoconferência com o secretário de Agricultura do estado sobre a perda da Supervisão Regional da Inspetoria Veterinária para Passo Fundo. O secretário disse que vai rever a situação, mas não garantiu nada

Os prefeitos solicitaram que a Instrução Normativa seja alterada e que permaneça em Erechim a superv
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Os prefeitos da região da Amau foram surpreendidos com a decisão do governo do estado de transferir a Supervisão Regional da Inspetoria Veterinária para Passo Fundo. Conforme a Instrução Normativa da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) N° 11, de 25 de maio de 2020, extingue algumas Supervisões Regionais no Estado, entre elas a de Erechim.

O presidente da Amau e prefeito de Ipiranga do Sul, Mario Ceron, juntamente com os colegas prefeitos, solicitaram uma audiência com o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, para saber o motivo desta decisão por parte do governo. A videoconferência foi realizada na manhã de segunda-feira (1º), entre o secretário e os prefeitos para tratar da situação da Supervisão Regional de Erechim.

Os prefeitos solicitaram que a Instrução Normativa seja alterada e que permaneça em Erechim, pois são inúmeros os prejuízos para a região do Alto Uruguai. A manutenção da regional de Erechim é necessária, tendo em vista a grande quantidade de rebanho de aves, suínos e bovinos, bem como a presença de empresas, cooperativas na região de Erechim.

De acordo com o secretário da SEAPDR, Covatti Filho, a decisão parte da necessidade de normatizar a estruturação e a organização do serviço de defesa agropecuária do Rio Grande do Sul, considerando os relatórios de auditoria QUALI-SV do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com definições técnicas para cumprir as metas de região livre da vacinação da febre aftosa. Por outro lado, afirmou que os serviços não serão perdidos e nem os funcionários. Não haverá perda de qualidade nos atendimentos.

Já os prefeitos defenderam a permanência da Supervisão Regional de Erechim, e se colocaram à disposição para colaborar no que for preciso, pois os serviços são prestados com melhor qualidade, agilidade, mais próximo dos produtores rurais e empresas do setor agropecuário do Alto Uruguai. O secretário disse que vai rever a situação, mas não garantiu.

Entenda o caso

Segundo a fiscal estadual agropecuária, Michele Maroso, da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Erechim, funcionária de carreira, com a Instrução Normativa a região vai ter muitas perdas, conforme publicado pelo Bom Dia, nesta semana. Ela explica que a supervisão regional tem uma estrutura mínima, a manutenção é baixa pelos serviços que presta, e tirar a supervisão regional de Erechim teria uma “economia ínfima em relação aos gastos que prefeituras e as pessoas teriam para ter esses serviços”.

E, além disso, acrescenta, “vai gerar uma morosidade em serviços que a regional já resolve. O que era resolvido aqui não vai ser mais, e se terá que ir a Passo Fundo para fazer”. 

Auditoria

Ela explica que auditoria QUALI-SV do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), feita em setembro, mostrou que a supervisão regional de Erechim foi bem avaliada. “Tiramos notas muito boas, fomos uma das melhores a nível do estado”, diz. 

Segundo Michele, as auditoras ainda disseram que a supervisão regional de Erechim serviria de modelo para todo o estado. “E isso foi uma surpresa, porque os critérios da auditoria foram usados para essa Instrução Normativa, e nos retirarem como supervisão, sendo que fomos tão bem na auditoria”, comenta.     

Importante

A fiscal ressalta que a BR 153 é um grande corredor sanitário do estado, por onde entra e sai a maioria das cargas vivas, tanto para abate como engorda em Santa Catarina, Paraná, entre outros estados, e tudo é administrado pela supervisão regional de Erechim, tanto tecnicamente, quanto administrativamente.

“Temos 15 mil propriedades rurais na região, 25 mil produtores, nosso rebanho bovino é pequeno 250 mil cabeças, mas o suíno chega a 600 mil animais, um dos maiores do estado e 15 milhões de aves alojadas. Tudo isso está sob supervisão regional de Erechim junto com as Inspetorias Veterinárias municipais na ponta, é um trabalho em cadeia, muito importante”, afirma.

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