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Rural

Impactos do temporal: propriedade registra prejuízo superior a R$ 15 mil

Família Galina, em Erval Grande, contabiliza os estragos que podem representar perdas de aproximadamente mil quilos de morango

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

A família de Juliano Galina, no interior de Erval Grande, vivencia um momento desafiador após o mau tempo dessa semana. A partir da passagem de um ciclone, que causou expressivos prejuízos em toda a região, na última terça-feira (30), a fase é dedicada a contabilizar os estragos, mas, principalmente, unir forças para retomar os trabalhos.

Tendo como principal atividade, o cultivo de morangos, Juliano, o irmão e os pais, mantém a propriedade com a dedicação às seis estufas, sendo que cada uma tem três metros de comprimento por cinco de largura. O investimento aproximado, por estrutura, foi de R$ 15 mil.

Já para o conserto, a previsão de gasto é de aproximadamente R$ 2 mil por estufa, sendo que a parte mais prejudicada foi a cobertura. “Além do material, arcos e lonas, e da mão de obra para reconstruir, há uma perda direta da fruta. Havia plantas floridas e estavam cobertas exatamente para ficarem protegidas e não sofrer interferência no processo de desenvolvimento. Com a chuva, cai a flor e a fruta verde acaba apodrecendo. Agora teremos que nos organizar e, provavelmente, deixaremos de produzir em torno de R$ 15 mil”, relata Juliano, citando que a família perdeu cerca de um mês de produção, o que representa mil quilos de fruta.  

Conforme o produtor, que também é extensionista da Emater, em meio às 18 mil mudas de morango, havia uma área com plantas novas, as quais é possível amenizar os danos e recuperar. “Contudo, as mudas mais velhas produzem de forma permanente. Já adotamos esse sistema de estufa coberta para termos o produto o ano inteiro”, comenta.  

Juliano, diz, ainda, que já tinha enfrentado problemas semelhantes, contudo, o diferencial agora é a falta de seguro. “Há dois anos registramos uma situação difícil mas as estufas tinham seguro. Hoje em dia não contamos mais com esse suporte, pois as empresas não oferecem a alternativa, o que nos deixa desamparados”, pontua.

A produção de morangos da família Galina é encaminhada para mercados regionais, como em Nonoai, Erval Grande e São Valentim. O excesso de produção é direcionado à Chapecó.

Em Erval Grande, outra atividade que vem enfrentando desafios após o ciclone, é a produção de eucaliptos.

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