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Ensino

MEC publica diretrizes para o retorno, mas não indica repasse de verbas

Conforme coordenadora acadêmica da UFFS, Sandra Simone Pierozan, eficácia dos protocolos depende de recursos para aquisição de equipamentos

Conforme coordenadora acadêmica da UFFS, Sandra Simone Pierozan, eficácia dos protocolos depende de
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Na última quarta-feira (1) o Ministério da Educação (MEC) publicou um protocolo de biossegurança para retorno das atividades presenciais nas universidades e institutos federais do país, mas não estabelece data para retomada. O documento traz diretrizes de distanciamento social coletivo em ambientes acadêmicos, além de medidas básicas de prevenção ao novo coronavírus.

Conforme a Agência Brasil, o protocolo orienta, entre outras coisas, o escalonamento das equipes, o trabalho remoto para funcionários do grupo de risco, o respeito ao distanciamento mínimo de 1,5 metro entre uma pessoa e outra e a aferição de temperatura de todos que entrarem nos prédios e nas salas.

Além disso, as diretrizes também trazem orientações já comuns nos tempos atuais, como o uso constante de máscara e higienização das mãos, além de desinfecção com álcool em gel.

“Aplicação de protocolo depende de recursos”

Contudo, ainda não há informações sobre o repasse de recursos para que o protocolo seja aplicado nas instituições de ensino. Isso é o que revela a coordenadora acadêmica do campus de Erechim da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Sandra Simone Pierozan.

“As universidades e institutos precisarão adquirir equipamentos de proteção, além de organizar os espaços, conforme sua própria realidade, no entanto, é esse ponto que parece que todas as instituições irão enfrentar: ao mesmo tempo que o MEC divulga esse protocolo, ele ainda não acenou nenhum tipo de recursos para as instituições, ou seja, elas deverão utilizar suas dotações orçamentarias já existentes para fazer esse tipo de adaptação”, pontuou à reportagem do Jornal Bom Dia.

Sandra afirma que a viabilidade desses protocolos depende de recursos. “Até o momento, verbas federais para isso não estão sendo cogitadas, pelo menos, ainda não chegaram ao nosso alcance. E, entendemos que esse protocolo só poderá ser implementado conforme o potencial de recursos que poderemos aplicar na compra de equipamentos que garantam a segurança das pessoas”.

Comissão interna

A coordenadora acadêmica afirma que a UFFS institui uma comissão para estudar as possibilidades da Instituição. “Esse grupo está fazendo levantamentos de todos os equipamentos que serão necessários e irão apresentar as reais condições que cada campi têm para o retorno presencial, observando as regulamentações específicas dos três estados (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) que a UFFS está presente. Além disso, o campus de Erechim também tem uma comissão local”.

“É importante destacar que esse documento publicado pelo MEC é um instrumento a mais, porque nesse período de pandemia, diversos protocolos já estão sendo trabalhados pelas instituições. Ainda, ele é um protocolo que orienta, mas por si só não é aplicável, porque cada universidade precisará elaborar suas próprias normas”, acrescentou.

Plano de contingência do IFRS

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – campus Erechim já elaborou seu Plano de Contingência para Prevenção, Monitoramento e Controle da Covid-19. “Ele foi construído a partir de orientações de entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES), Secretaria Estadual da Educação (Seduc). Além disso, atende também aos preceitos do Protocolo de biossegurança do MEC”, afirmou o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional do IFRS, Amilton Figueiredo.

“O Plano visa proteger a vida das pessoas que compõem nossa comunidade acadêmica e seus familiares, traz um conjunto de orientações e procedimentos para garantir que, quando ocorrer o retorno, seja ele organizado, seguro e eficaz. Um retorno seguro depende de cada um e cada uma e é por isso que, para além de um conjunto de regras, a consciência e os valores calcados na coletividade são tão importantes quanto quaisquer outras ações de prevenção ao novo coronavírus. Cabe registrar que em cada campus do IFRS será constituída uma Comissão Local para Prevenção, Monitoramento e Controle da Covid-19 e que as mesmas serão responsáveis pela implementação do Plano”, complementou Figueiredo, afirmando, ainda, que o MEC também não sinalizou repasses de verbas.

Internet gratuita

Sobre a divulgação que o MEC poderá disponibilizar internet gratuitamente aos estudantes, Sandra, ressalta que também não há muitas informações. “Ainda não temos orientações, afinal, entre o anúncio da proposta e a efetivação dela, existe um caminho bem extenso até chegar a sua aplicação. Iremos aguardar orientações do Ministério e da reitoria da Universidade, que deverá ser notificada”, concluiu.

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