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Ensino

Busca Ativa: ferramenta auxilia para ampliar acesso às aulas remotas

Escolas da região de abrangência da 15ª CRE já alcançaram 93% dos estudantes

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Para chefia pedagógica da 15ª CRE, momento apresenta necessidade de união entre as entidades e as fa
Por Amanda Mendes
Foto ArquivoBD

O ensino remoto, medida adotada durante o período de suspensão das aulas para conter a propagação do novo coronavírus, está evidenciando desigualdades na educação e apresentando desafios aos processos de aprendizagem. Nesse cenário, a rede estadual do Rio Grande do Sul está apostando no Busca Ativa para conseguir universalizar as atividades a distância.

Segundo a chefia pedagógica do Departamento de Educação da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Paola Baldissera, o Busca Ativa é uma ferramenta utilizada para pensar estratégias de contatar os estudantes da rede. “Nesse período de suspensão, o Busca Ativa está sendo essencial para que os alunos recebam as atividades e se sintam pertencentes e amparados pela comunidade escolar”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

“O objetivo é que cada aluno tenha a oportunidade de acessar a plataforma online que o governo disponibilizou para as aulas remotas, onde as atividades são disponibilizadas. Assim, a busca está acontecendo por meio de aplicativos de mensagens, tais como o Whatsapp, além de visita nas casas das famílias que não possuem acesso à internet, respeitando as normas de distanciamento e protocolos sanitários”, acrescentou.

Paola afirma que no contexto dos estudantes que não tem estrutura para o ensino online, as escolas estão utilizando materiais impressos. “As famílias vão em horários agendados, seguindo medidas sanitárias”.

93% dos estudantes acessam as aulas remotas

Segundo Paola, 93% dos alunos estão conseguindo acessar as atividades do ensino remoto (online e impresso). “O Busca Ativa também realizava outras ações, mas que foram interrompidas para preservar a saúde da comunidade escolar, por exemplo, nas aldeias indígenas, nosso cuidado é especial, com atuação junto à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), com auxílio também dos caciques na entrega dos materiais, para não expormos a comunidade ao novo coronavírus”.

Apoio das Secretarias Municipais de Educação

Ainda comenta que, as escolas de comunidades mais distantes e sem cobertura de internet, estão contando com apoio das Secretarias Municipais de Educação. “Algumas instituições do interior estão trabalhando em parceria com os municípios, por meio do transporte escolar, para que os materiais cheguem até as casas dos estudantes. Além disso, há iniciativas individuais de professores e direções que utilizam seu próprio carro para levar as atividades”.

“Precisamos nos unir”

Para Paola, a educação sempre enfrenta desafios e, neste momento, é necessário compartilhar a responsabilidade. “As escolas, professores, Coordenadoria, Secretaria Estadual de Educação, os Conselhos tutelares e a promotoria estão fazendo o possível para que todos recebam as atividades, mas é necessário que as famílias também façam a sua parte, sabemos as dificuldades que estamos vivenciando, mas esses estudantes não podem ficar desassistidos. Agora, precisamos nos unir”, concluiu.

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