Com a possibilidade de retorno das atividades presenciais nas escolas particulares, quando a região ficar pelo menos duas semanas consecutivas em classificação de risco médio ou baixo para a contaminação do novo coronavírus, a orientação às creches privadas que possuem convênio com a prefeitura de Erechim é que retornem junto à rede municipal.
A informação é do secretário municipal de Educação, Juliano Rizzi, justificando que essa sugestão visa não haver discrepâncias entre os estudantes de escolas da rede pública e aqueles que possuem vagas contratadas pela prefeitura, em creches particulares.
As aulas presenciais estão suspensas em todas as etapas de ensino no Rio Grande do Sul desde março. A medida foi adotada para evitar que a comunidade escolar se exponha ao vírus.
Na sexta-feira (4), a Associação de Municípios do Alto Uruguai autorizou as instituições de ensino particulares a seguirem o calendário de retorno gradual proposto pelo governo do Estado. No entanto, para que os estudantes voltem às salas de aula, é necessário que a região fique em bandeira laranja ou amarela nas próximas duas semanas.
Contratos com escolas particulares
O município de Erechim possui convênios com algumas escolas de educação infantil da rede privada para suprir a demanda por vagas em creches. No início da pandemia, esses contratos foram suspensos, mas após a liberação do ensino remoto, a prefeitura retomou o convênio.
“Quando optamos pelo ensino remoto, os contratos foram retomados com pagamento parcial para as escolas privadas. Com isso, todos os estudantes que ocupam as vagas compradas estão recebendo as atividades, para que assim se mantenha o vínculo e os processos de ensino e aprendizagem não sejam interrompidos”, pontuou Rizzi.
“Dessa maneira, não há diferencia entre as crianças matriculadas nas escolas municipais com as que estão nas particulares. A retomada será gradual, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde para a Educação - Municipal e, as instituições particulares que tiverem seus Planos de Contingências (obrigatório ao retorno), poderão iniciar a volta às aulas presenciais. Contudo, gostaríamos que os estudantes com vagas compradas pela prefeitura retornassem junto aos que estão na rede pública, para evitar defasagens entre eles”, acrescentou.
Ainda, o secretário destaca que os termos dos contratos para as vagas são os mesmos firmados antes da suspensão. “Assim, se a matrícula era para turno integral ou parcial, segue o mesmo, pois não haverá mudanças”.
Há alguns casos de estudantes que tem vagas contratadas para meio período, mas as famílias optam por arcar com os custos de mais um turno para que ele permaneça em tempo integral no ambiente escolar. “Essa situação também permanece igual, pois o contrato não será alterado após o retorno”, concluiu o secretário.