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Ensino

Sociedade de Pediatria divulga lista de cuidados necessários para retorno das atividades escolares

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Maioria das escolas retornam no modelo de ensino híbrido
Por Ragnara Zago
Foto ArquivoBD

Que o retorno das atividades escolares divide as opiniões da população, não é surpresa para ninguém. Ao mesmo tempo em que “a vida continua”, e todas as áreas precisam voltar ou, ao menos se adaptar à normalidade, essa mesma “vida”, precisa ser preservada ao máximo. Ainda é cedo para bater o martelo e obrigar que crianças, adolescentes e adultos voltem, com as turmas em sua totalidade, frequentar as escolas de forma 100% presencial. Em 2020, boa parte do período de ensino foi realizado de forma remota, onde os estudantes puderam acompanhar e realizar as atividades de casa. Logo em seguida, algumas instituições implementaram o ensino híbrido, com 50% da turma em sala de aula, e outros 50% acompanhando de casa, alternando de forma quinzenal, para preservar o distanciamento.

A vacinação, que iniciou em janeiro deste ano, veio como uma dose de esperança, mas o processo é lento para que todas as classes sejam imunizadas, e até lá tudo precisa ser decidido com muita cautela. Os conselhos Nacionais de Educação frisam que em hipótese alguma as medidas de segurança devem ser ignoradas. Os protocolos de distanciamento, álcool gel, máscara e medição de temperatura, precisam ser levados à risca para que haja prevenção e controle de possíveis casos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças e adolescentes representam menos de 1% da mortalidade e respondem por 2% do total das internações. A maioria das crianças tem quadro leve ou assintomático. Os casos graves são raros, porém, todo cuidado é pouco, pois na regra existe sempre a exceção.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um documento chamado “Retorno Seguro nas Escolas”, que esclarece, instrui e recomenda às instituições de ensino, alunos, pais e responsáveis, medidas e modo de agir no retorno das aulas, em meio a crise sanitária do coronavírus.

A reportagem do Bom Dia separou algumas dessas mudanças, que segundo a SBP, precisam ser colocadas em prática para garantir um ambiente seguro:

 

  • Planejamento pedagógico do corpo docente para o retorno

A escola deve planejar um sistema de ensino para que seja preservado o distanciamento e não haja superlotação nas salas de aula. Recomenda-se incluir nesse planejamento atividades que favoreçam acolhimento emocional e observação do comportamento que os professores tenham treinamento para reconhecer e encaminhar de forma precoce crianças com risco de sofrimento psíquico ou com transtornos da saúde física e mental e que sejam definidas equipes de suporte psicológico. Do ponto de vista pedagógico, recomenda-se avaliação diagnóstica.

 

  •  Planejamento dos espaços e estrutura física

Nos meses em que as escolas permanecerem fechadas, deve-se executar adequações na estrutura física. São ações no sentido de manter ambientes arejados, com ventilação natural; preparar áreas ao ar livre para atividades privilegiando a natureza para atividades pedagógicas; adequar o espaço livre nas salas para calcular o número de pessoas que irão ocupá-la, mantendo a distância interpessoal de 1m; dotar a escola de equipamentos sanitários em número suficiente, pias ou lavatórios para higienização das mãos, dispensadores de sabonete líquido e álcool em gel. – Planejar o fluxo de entrada e saída de alunos, familiares e profissionais, para evitar aglomeração nesses espaços.

 

  • Higienização dos ambientes e das mãos

Com o objetivo de eliminar vírus eventualmente deixados no ambiente por uma pessoa contaminada, a limpeza e a desinfecção devem ser feitas de forma completa, no início e fim das atividades. A higienização das mãos também é fundamental para conter a transmissão do vírus. Todo espaço deve ter fácil acesso a pia ou lavatório com água, sabonete líquido e papel-toalha para higienização frequente das mãos.

 

  • Refeições na escola

Deve-se planejar as refeições de forma que os estudantes se mantenham afastados. Priorizar alimentos embalados individualmente e que possam ser consumidos em sala de aula, para evitar deslocamentos até o refeitório. Se o refeitório for utilizado, calcular a capacidade que garanta a distância mínima de 1,5m entre as pessoas.

 

  • Uso de máscaras indispensável

Recomendado o uso de máscaras de pano, com duas camadas, bem ajustadas ao rosto, cobrindo do nariz até o queixo. Devem ser trocadas a cada três horas, ou antes, caso fiquem sujas ou úmidas. Recomenda-se o uso inclusive na Educação Infantil, a partir de dois anos de idade. Mesmo que as crianças inicialmente tenham dificuldades com as máscaras, considera-se o potencial pedagógico da atividade, para que aprendam a usá-las em ambiente lúdico e que estimule esse aprendizado.

 

  • Planejar o cuidado com pessoas sintomáticas

A escola só deve receber pessoas assintomáticas. Recomenda-se medir a temperatura corporal e avaliar qualquer alteração do estado de saúde antes de dirigir-se à escola, comunicando a falta e o motivo. Quando um estudante ou profissional da escola apresentar qualquer sintoma que possa ser atribuído à covid-19, deverá ser encaminhado a um espaço destinado exclusivamente a esse propósito, aos cuidados de profissional com EPIs completos (máscara, protetor facial, touca, luvas e capote), enquanto aguarda para retirar-se da escola e buscar orientação médica. Respeitar a etiqueta respiratória, cobrindo a boca com o antebraço ou o cotovelo ao tossir ou espirrar. Os ambientes e os materiais utilizados pela pessoa sintomática deverão ser higienizados.

 

  • Sinalizar a escola com cartazes

Ressaltando as orientações principais (uso de máscaras, distanciamento social e higienização) e indicando os locais com dispensadores de álcool e para uso adequado de lixeiras.

 

  •  Planejar o uso do transporte escolar

Deverão ser respeitadas as regras locais com relação ao uso de máscaras, higienização das mãos e dos veículos, disponibilidade de álcool em gel e espaçamento dos usuários dentro dos veículos.

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