O ano de 2021 em Erechim, iniciou com boas novidades para quem depende de vagas nas escolas de educação infantil. Em 2020, o governo anterior, abriu as inscrições para vagas em creches municipais ou bolsas em escolas particulares.
Uma das promessas de campanha do Prefeito Paulo Polis, era cessar essa lista existente, encaixando todos os alunos já inscritos, em escolas onde ainda possuíam vagas. Felizmente, o plano foi realizado com sucesso ainda em fevereiro, com a locação de um espaço central.
Emei Barão do Rio Branco
Em 22 de janeiro, a prefeitura confirmou a locação do espaço, onde antigamente estava instalado o Colégio Barão do Rio Branco. O prédio foi readaptado, conforme as necessidades do município, pelos próprios profissionais da prefeitura, como o prefeito, vice, secretária de educação e outros tantos que desempenham papéis importantes no poder público. O espaço, que agora é chamado de Escola Municipal de Educação Infantil Barão do Rio Branco, tem capacidade para 500 crianças em tempo integral.
Resultado satisfatório
Para a secretária de educação, Verenice Lypsch, é satisfatório cumprir as metas traçadas. “Hoje estou gestora da pasta da Educação, mas junto a mim tem uma equipe que trabalha muito para que tudo seja efetivado. Estamos aqui a serviço da comunidade, poder ofertar uma vaga para quem está precisando nos mostra que estamos no caminho certo”, revela a secretária.
Inscritos do ano anterior
As crianças inscritas em 2020, já foram contatadas por meio de seus responsáveis, conforme a secretária. “Todos foram comunicados, ressalvo os que trocaram o número de telefone ou que não conseguimos o contato. Mas o processo continua. Mesmo em bandeira preta estamos fazendo os ajustes necessários, pois as escolas estão atendendo de forma remota as crianças que foram matriculadas”, conta Verenice.
Inscritos em 2021
Com relação aos inscritos desse ano, a secretária confirmou que assim que a Central de Vagas fizer todos os ajustes, a pasta poderá se manifestar sobre a possibilidade de atender a demanda deste ano. “Se tivermos vagas, com certeza vamos atendendo. Estamos confrontando com todas as escolas a lista das crianças matriculadas, somente assim teremos a certeza se tem vaga sobrando ou não. Nosso objetivo não é deixar vagas ociosas nas escolas. É importante também destacar, que a obrigação do município é ofertar a vaga, não necessariamente a família pode aceitar. Estamos fazendo o possível para atender da melhor forma, mas nem sempre conseguimos”, acrescenta.
Não é possível agradar a todos
Verenice também ressalta que muitas vezes as famílias querem escolher por determinada escola, porém, se a instituição não possuir a vaga, não será possível atender. “Tiramos por linha ofertar a todos onde tem, para que mesmo sendo longe de sua residência seja atendido”, frisa.
Situação da educação no RS
Com o agravamento da pandemia da covid-19, número de contaminados e falta de leitos clínicos, o estado do Rio Grande do Sul já está a mais de um mês em bandeira preta, na classificação do modelo de distanciamento controlado. Embora o governador Eduardo Leitte tenha permitido em decreto, que crianças da educação infantil e anos iniciais continuassem a frequentar a escola, mesmo em bandeira preta, a decisão foi anulada pela justiça, após uma liminar concedida pela juíza Rada Maria Metzger Kepes Zaman, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, enquanto permanecer o risco altíssimo de transmissão, proveniente da bandeira.
Aulas remotas e perspectivas futuras
Com todas estas mudanças, as redes de ensino precisaram se adaptar ao modelo remoto, para realização das atividades. Entretanto, o planejamento para o retorno presencial continua, pois no momento em que houver alteração na bandeira de classificação do mapa de distanciamento controlado, as escolas estão autorizadas a voltar. Com o retorno, que ainda não está previsto, os pais que não se sentirem seguros em levar seu filho para a instituição, precisam fazer a desistência da vaga. “Estamos fazendo o contato com quem ainda não foi fazer a matrícula, pois já iniciamos o ano letivo e estamos realizando atividades remotas. Se alguma família não quer levar seu filho esse ano para a escola, se não é a idade obrigatória, não precisa, mas necessita fazer a desistência da vaga. Esta família deve vir até a Central, assinar a desistência, para ofertarmos a outra criança. Então, sim, perderá a vaga. Não podemos deixar a oportunidade para quem não está levando seu filho na escola. Como já disse não queremos deixar vagas abertas nas escolas”, reforça a secretária.
Expectativa pela vacinação de professores
Muitos profissionais da saúde já foram vacinados. Atualmente em Erechim, já está sendo aplicada a primeira dose em idosos de 71 anos. Contudo, a população ainda solicita diariamente, principalmente por meio das redes sociais, que professores sejam inclusos no grupo prioritário de vacinação. Indagada se considerava a proposta válida, Verenice enalteceu que uma vitória já foi conquistada, com a lei que sancionou a educação infantil como essencial. Agora, resta a vacinação dos professores, para proporcionar segurança não só aos profissionais, mas as famílias das crianças. “O prefeito Polis, juntamente com os demais prefeitos da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU), já fizeram o pedido para colocar os professores no grupo prioritário, assim como a União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), fez para o Ministro da Saúde”, expõem.
Modelo das atividades
Sobre a forma como as aulas presencias serão conduzidas a partir do momento em que o retorno for permitido, Verenice declara que a pasta irá seguir as instruções dos decretos. “O último apresentava a organização da volta presencial de forma escalonada, cuidando o distanciamento de 1.5 metro. Nas escolas municipais isso será aplicado. Na minha opinião ajuda muito, pois o vínculo com a escola é importantíssimo” conclui a secretária.