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Ensino

Manifesto a favor do retorno das aulas presenciais nas escolas de educação infantil privadas

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Por Ragnara Zago
Foto Divulgação

Nesta quinta-feira (8) boa parte das escolas do Rio Grande do Sul, de ensino privado, protestaram em frente à sede de suas instituições, com cartazes e balões, pedindo a reabertura e volta do retorno presencial.

Portas fechadas durante a bandeira preta

Conforme liminar imposta no mês de março pela 1ª Vara da Fazenda Pública do RS, fica proibido o ensino presencial durante a bandeira preta, pois segundo a juíza responsável, há risco altíssimo de contaminação.

Risco altíssimo dentro das escolas

Analisando a situação por um ponto de vista lógico, uma escola de educação infantil de ensino privado, conta com aproximadamente 10 alunos por turma. Uma professora e uma auxiliar conduzem estas crianças. A equipe inteira de profissionais se envolve. Direção, merenda, limpeza. Crianças podem vir a ser contaminadas em casa pela família e levam o vírus aos colegas. Da mesma forma, profissionais podem se contaminar e transmitir às crianças. Resultado: risco altíssimo.

Risco altíssimo dentro de casa

Como existe o outro lado da moeda, vamos retratar. Os pais trabalham e como dependiam da escola, precisaram contratar uma babá. A babá tem família, não vive trancada a sete chaves em um quarto escuro saindo apenas para trabalhar. Ela pode contaminar-se e transmitir o vírus à criança ou a família se contamina no trabalho e transmite aos filhos e a babá. Resultado: risco altíssimo. O risco sempre haverá. A partir do momento em que se coloca o “pé fora de casa”, já está correndo risco. Ao apertar os botões do elevador de um prédio, abrir a maçaneta de uma porta, inclusive a do carro, frequentar o mercado, trabalho, farmácias. O vírus está em todo lugar. Não existe local seguro, nem mesmo em nossa casa. Nas residências contém tapetes, calçados, roupas usadas na rua que podem e outras formas de transmissão do vírus.

Medidas sanitárias como hábito

A responsabilidade de cada um conta muito nessa hora. A forma como as pessoas decidem conduzir a situação da pandemia e as medidas de segurança, é o que traz conforto e alívio. A única maneira de prevenir a contaminação, além da imunização por meio da vacina, é o hábito diário do cuidado na rotina.

O uso da máscara não é uma firula, mas algo sério e de responsabilidade. Não importa se o modelo for cirúrgico, com bolinhas coloridas ou o que quer que seja estampado. Profissionais da saúde imploram diariamente para que o equipamento de proteção se torne parte da vestimenta de todos. Usar álcool gel, sempre que tocar qualquer objeto ou superfície que não for pessoal. Boa alimentação, prática de atividade física em locais que ofereçam segurança, enfim, pequenas e fáceis iniciativas que estão ao alcance de todos e trazem uma ‘dose de esperança’ para se manter seguro.

 

Importância das Instituições de Ensino

As escolas proporcionam essa consciência de responsabilidade. Lá existem regras que precisam ser cumpridas. Lá se aprende que se o ‘protocolo’ da professora manda passar álcool e usar máscara, é preciso respeitar.

Nem todas as famílias possuem estrutura

Felizes das famílias que possuem possibilidades como: um pátio enorme com grama, avós que se disponibilizam a cuidar exclusivamente dos netos, suporte financeiro para contratar um profissional e mantê-lo em suas casas. Porém, essa infelizmente não é a realidade de todos. 80% das crianças sofrem com a falta das atividades presenciais, moram em apartamentos, sendo impossibilitadas de correr e brincar. Os olhos dos pequenos encontram-se vidrados em uma tela de 32 polegadas, por ser a única distração possível e disponível.

Busca pela prioridade na vacinação

A secretária de educação do Rio Grande do Sul, Raquel Teixeira, explica que a imunização dos professores é o desejo do Governador Eduardo leite e outras autoridades. Entretanto, todos dependem da Plano Nacional de Imunização (PNI), que define quem deve receber a vacina primeiro.

 

Educação é serviço essencial

O manifesto das escolas é a favor da vida dos professores, crianças, pais, de um sistema que para girar, necessita de todas as suas engrenagens funcionando. Os responsáveis que não se sentem confortáveis em levar seus filhos às escolas, tudo bem, estão no seu direito. Mas quem depende da atividade para sobreviver, continuar trabalhando e principalmente, vendo os filhos ativos, felizes e estimulados intelectualmente, também precisam ter esse mesmo direito devolvido. O risco altíssimo está em todos os lugares, basta refletir e buscar conscientização.

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