A rotina de um estudante que deseja ingressar na Medicina costuma ser bastante repetitiva. Por ser o curso mais concorrido, exige-se bastante tempo de estudo e repetições de provas até que se alcance a aprovação. Com a jovem gaúcha de Erechim, Laura Sita, de 21 anos, não foi diferente. No quarto ano de tentativa, agora ela comemorar. Nesta sexta-feira, Laura foi aprovada para matricular-se no tão almejado curso na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), com o 6º lugar via Sisu.
No último Enem, relativo ao ano de 2020 e realizado em 2021 por conta da covid-19, mesmo com todas as adaptações e dificuldades provocadas pela pandemia, Laura conquistou seu melhor desempenho. A estudante obteve nota máxima na prova de Matemática ao acertar todas as 45 questões, teve a redação avaliada em 940 e alcançou média geral de 815, resultados que permitiram a ela ser selecionada.
“A hora em que conferi o gabarito de Matemática, não acreditei. Até então, só tinha conseguido acertar todas em simulado, mas é diferente. Minha preparação foi basicamente resolver prova antiga e ir atrás das questões que não acertava para entender os meus erros e identificar as lacunas do aprendizado. Por isso, sabia que iria bem, mas não esperava pela nota máxima”, explica Laura.
O ano de 2020 foi de estudos em casa, por conta da pandemia, com o auxílio das aulas do pré-vestibular Fleming Medicina, especializado em aprovações no curso mais concorrido do país. Para Magali Pagnoncelli, coordenadora da sede de Passo Fundo, onde Laura foi aluna, a trajetória da estudante reforça o quanto a persistência e o foco são importantes para os jovens que pretendem entrar no curso.
“Um bom planejamento de estudos, com acompanhamento dos resultados, seja pelos simulados semanais ou simulados mensais faz toda a diferença para se conseguir a aprovação em Medicina. Ver o excelente desempenho da Laura após um ano de preparação delicado, à distância, é um estímulo para professores e alunos”, avalia Magali.
Agora, com o ciclo de preparação encerrado, a nova acadêmica se diz bem ansiosa, mas animada para fazer parte da área da Saúde neste momento de evidência no mundo todo.
“Muitos médicos estão desgastados, mas precisamos manter a esperança. Ao mesmo tempo em que é um momento cansativo, também é uma profissão de impacto em que os profissionais fazem a sua parte na prática, dedicando-se ao máximo em salvar vidas, o que compensa o esforço”, salienta a jovem.
Inicialmente, antes de iniciar o curso, Laura pensa em atuar na Psiquiatria, mas iniciará sua trajetória com a mente aberta para outras possibilidades.