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Ensino

Rede estadual: Mudanças positivas para reparar danos

Com o objetivo de evitar a evasão escolar e o desinteresse dos alunos causado pela pandemia, as CRE’s buscam alternativas de incentivo e reforço dos conteúdos

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A escola sempre foi e será a base para qualquer ser humano aprender a ler, escrever, construir ideia
Por Ragnara Zago
Foto Divulgação

A escola sempre foi e será a base para qualquer ser humano aprender a ler, escrever, construir ideias e ter conhecimento sobre assuntos variados. Antigamente, antes da era digital, alguns assuntos só eram conhecidos em sala de aula, pois não se podia recorrer ao google para pesquisar e sanar dúvidas.

            Até 2018, o ensino no brasil registrava bons índices de alunos que frequentavam as instituições de ensino, até que, a pandemia da covid-19 chegou, para mudar tudo. Após o fechamento das mesmas, o processo de ensino-aprendizagem passou por adaptação, implantando o método remoto, em aulas online.

            Com a medida, muitos estudantes optaram por realizar outras atividades, no período de turno integral, acompanhar os conteúdos conforme disponibilidade e muitas vezes, auxiliados pela internet. Pouco depois, veio o método híbrido, onde os discentes são divididos em dois grupos A e B, frequentando semana sim e outra não presencialmente.

Avaliar é TRI

            Para aferir o nível do conhecimento estudantil, com todas essas mudanças, o governo do Estado lançou uma avaliação chamada “Avaliar é TRI”, para saber em que nível os estudantes se encontravam. Os resultados na maioria das escolas, deixaram os profissionais responsáveis preocupados, pelo número das perdas obtidas, com relação ao conhecimento.

Novas alternativas

            Em função do fato, neste momento a pasta responsável, que é a Secretaria de Educação Estadual, planeja estratégias para suprir o tempo perdido, implantando algumas mudanças. Conforme a coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação, Juliane Bonez, as novidades já saíram do papel e na próxima semana, conforme a realidade de cada escola, começarão a ser colocadas em prática. “Nós temos a partir da avaliação diagnóstica construída em junho, os apontamentos de onde precisamos atuar. Frente a isso, a secretaria tem o planejamento de aumentar a carga horária dos 6º anos em diante, Ensino Fundamental e Ensino Médio, das escolas com cursos regulares. Aumentar a carga horário de três períodos de matemática e dois de português. Gostaria de ressaltar que não aumenta o número de permanência na escola, apenas o número dessas duas disciplinas”, explica.

Contratações

            Para suprir essa necessidade, o Estado está contratando em torno de 4 mil novos professores, na próxima semana. “Em junho foi feito um cadastro emergencial e a partir disso, a formação específica para esses componentes no primeiro momento, e o segundo módulo do letramento digital para todos os professores”, expõe Juliane.

Busca ativa

            A profissional ainda afirma que um dos principais objetivos da pasta é trabalhar fortemente na busca ativa, junto com os conselhos tutelares, para encontrar os estudantes que por ventura não tenham retornado às escolas. “Temos esse tempo de organização nas próximas semanas, para posteriormente executar na escola essas mudanças.

Adaptações

            Os colégios retornaram no presencial, com uma nova metragem, a partir da nova designação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 1 metro. “Estamos em fase de adaptação, inclusive com relação ao tempo de permanência na escola, onde algumas eram três horas, agora passam a atuar quatro horas. Esse é um processo que estará se instaurando e acontecendo na próxima semana, conforme o tempo e a realidade de cada instituição”, finaliza Juliane.

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