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Novo Bispo de Caçador, SC, recebe ordenação episcopal na Catedral de Erechim

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Por Ascom
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Dom José Gislon, OFMCap, Bispo de Caxias do Sul e Presidente do Regional Sul 3 da CNBB, foi o ordenante principal da ordenação episcopal de Dom Cleocir Bonetti, do presbitério da Diocese de Erexim, em seu ano jubilar de ouro, para a Diocese de Caçador, SC, em missa na Catedral São José, na tarde deste domingo, 12, tendo como coordenantes Dom Adimir Antonio Mazali, Bispo desta Diocese, e Dom Severino Clasen, OFM, Arcebispo da Arquidiocese de Maringá, PR.

Além dos coordenantes, concelebraram a missa outros 19 bispos, 2 Administradores Diocesanos, mais de 110 padres, na grande maioria das Dioceses de Erexim e Caçador, seis da Comissão Nacional do Clero, provenientes de seis Estados, da qual Dom Cleocir era integrante, 2 da Comissão Regional de Presbíteros do Rio Grande do Sul, da qual ele também foi membro. Participaram da celebração 7 diáconos, delegação de Caçador, representantes das Paróquias desta Diocese de Erexim, religiosos e religiosas, seminaristas, familiares, amigos e convidados do Ordenado, autoridades civis e militares, dentro dos protocolos de prevenção à pandemia Covid-19.

Os participantes tinham texto impresso para acompanharem. A animação do canto foi do Coral Nossa Senhora de Fátima, regido pelo padre José Carlos Sala. Toda a celebração teve a transmissão de diversas rádios, do Facebook e Yotube do Santuário Diocesano Nossa Senhora de Fátima e do site da Diocese de Caçador.

Após o Evangelho, Pe. Isalino Rodrigues, Pároco da Paróquia São Roque de Itatiba do Sul, um dos dois assistentes do novo Bispo na cerimônia, solicitou a Dom José que conferisse a ordenação episcopal a Mons. Cleocir Bonetti. O outro padre assistente, Anderson Faenello, leu a Bula, documento oficial do Papa Francisco da nomeação do ordenando.

Dom José proferiu então a sua homilia, após a qual teve início o rito da ordenação conforme o Pontifical Romano, que coemça com algumas perguntas ao ordenando pelas quais manifesta suas disposições para o ministério episcopal. Seguiu-se a ladainha de todos os santos, durante a qual o ordenando ficou prostrado ao chão, em sinal de total dependência de Deus. Concluída a súplica de intercessão de todos os santos, em silêncio, os Bispos impuseram as mãos sobre o ordenando, rito que procede dos Apóstolos para o ministério sacerdotal nos três graus, Diaconado, Presbiterado e Episcopado. Dom José colocou, então, o livro dos Evangelhos sobre a cabeça de Dom Cleocir, segurado pelo padre Giovani Momo, Vigário paroquial de Getúlio Vargas, e pelo Diácono Leonardo Fávero e fez a oração consecratória, ungiu a cabeça do novo Bispo com óleo do Crisma, entregou-lhe o Evangeliário e as insígnias episcopais, o anel, apresentado por seus pais, a Mitra, pelo decano do Colégio de Consultores de Caçador, o báculo, pelo presidente da Comissão Nacional do Clero, da Arquidiocese de \Natal, RN. Expressando acolhida do agora Dom Cleocir no Colégio Episcopal os Bispos lhe deram afetuoso abraço.

A celebração prosseguiu com a profissão da fé e a liturgia eucarística.

Depois da oração após a comunhão, o novo Bispo deu sua bênção episcopal, passando por toda a assembleia. Em seguida, houve algumas manifestações, após as quais, Dom Cleocir dirigiu sua saudação aos presentes e aos que acompanhavam pelas rádios e redes sociais. Expressou sua gratidão a Deus e a todas as pessoas que fazem parte de sua vida e manifestou suas disposições para o ministério episcopal. Dom José solicitou a leitura da ata da ordenação, redigida pelo chanceler da Cúria Diocesana e invocou a bênção solene sobre todos, encerrando a celebração eucarística.

Após a celebração, houve coquetel no subsolo da Catedral e jantar para convidados no salão de eventos do Seminário de Fátima, ambos com os protocolos sanitários de prevenção à pandemia Covid-19.

A homilia de Dom José

Ele iniciou com detalhada saudação aos presentes e aos participantes virtuais, com referência especial a Mons. Cleocir e familiares. Destacou que Deus nos acompanha, interroga, corrige e aponta o caminho do discipulado do amor, como fez com a Virgem Maria e com São José, que assumiram o chamado de Deus, com as dúvidas e as consequências do sim generoso. Maria e José demonstram imensa capacidade de crer na Palavra de Deus e afrontar os desafios do chamado divino. Ensinam-nos a compreender a ação de Deus em nossa vida. Passou a falar da missão do Bispo de governar o povo de Deus. para ser instrumento e animador da comunhão, aberto a receber, pronto para discernir os carismas, criar e fortalecer laços de unidade, para tornar a Igreja uma casa e escola de comunhão, não fechada em si mesma, mas em saída, uma Igreja Samaritana, como nos pede o nosso amado Papa Francisco. Deve ser pastor do rebanho de Deus que lhe foi confiado, mas deve ter um cuidado especial, “um Coração de Pai”, como São José, para com os presbíteros e os diáconos, que são colaboradores do Bispo no cuidado do rebanho. Por último, ressaltou três aspectos da missão do Bispo, santificar, ser mestre da fé e ser pastor.

Saudações a Dom Cleocir

- Pe. Dirceu Balestrin, coordenador da Pastoral Presbiteral da Diocese de Erexim, em nome dos seus irmãos padres. Relacionou a alegria da ordenação episcopal com a da celebração do jubileu de ouro da Diocese, na qual ele muito contribuiu. Desejou que Deus fortaleça sua linda e desafiadora missão e assegurou-lhe a amizade e a oração deste presbitério.

- Pe. Renato Caron, Administrador Diocesano de Caçador, declarou sentir a alegria, mas também a responsabilidade de saudar o novo Bispo, que considerou presente especial de Deus e que é aguardado com carinho como pai e amigo.

- Dom Francisco Bach, Bispo de Joinville e Presidente do Regional Sul 4 da CNBB (Santa Catarina). Registrou ser a primeira vez que se encontrava em Erechim, mas que a Diocese já fazia parte de sua vida, pois, como formador em Ponta Grossa, PR teve como alunos 3 padres daqui. Agradeceu pela Diocese dar um Bispo para Santa Catarina e assegurou a ele que o esperam para ajudá-los.

A mensagem de Dom Cleocir

Primeiramente, expressou imensa gratidão a Deus e a uma longa relação de pessoas e grupos que fazem parte de sua vida. Ressaltou a proximidade e a solidariedade gigantescas de Dom Adimir para com ele, particularmente a partir de sua nomeação episcopal. Recordando o pai de um padre da Diocese de Caçador falecido de Covid-19, manifestou seus sentimentos e união com todos os que sofrem as consequências da pandemia e de outras causas, os quais necessitam de coração de pai, da paternidade/maternidade do amor. Na realidade marcada pelo sofrimento, é necessário promover a cultura do encontro, de palavras que confortem e não das que agridem, da hospitalidade e não da agressividade. Concluiu com a oração a São José do Papa Francisco no documento pelo qual instituiu o Ano de São José e que está na lembrança de sua ordenação episcopal. 

 Os símbolos e as insígnias episcopais:

- unção com óleo, conformidade com Cristo, como Ele foi ungido pelo Pai mediante o Espírito Santo. Desta forma, o novo bispo recebe a unção com óleo do Crisma e o carisma para guiar e santificar a Igreja, com os presbíteros.

- Evangeliário, expressa a missão de anunciar a Palavra de Deus e ser mestre da fé.

- anel, união espiritual e compromisso com a Igreja.

- mitra, a fortaleza e a salvação que vêm do alto, auxiliado pela Palavra de Deus.

- báculo pastoral, a missão de guiar e orientar seu rebanho, a exemplo de Cristo Bom Pastor.

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Íntegra da homilia de Dom José

Saúdo Suas Excelências Reverendíssimas, Dom Jaime Spengler, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre e Primeiro Vice-Presidente da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Dom Rodolfo Luís Webber, Arcebispo Metropolitano de Passo Fundo e Vice-Presidente do Regional Sul 3 da CNBB; Dom Francisco Bach, Bispo Diocesano de Joinville e Presidente do Regional Sul 4 da CNBB; Dom Frei Severino Clasen,  OFM, Arcebispo Metropolitano de Maringá e Co-ordenante; Dom Adimir Antônio Mazali, Bispo Diocesano de Erexim e Co-ordenante, que fraternalmente nos acolhe em sua Diocese; e através dele saúdo todos os Arcebispos e Bispos aqui presentes.

Saúdo a senhora Ana de Oliveira, Presidente da Câmara de Vereadores de Erechim, e na sua pessoa todas as autoridades civis presentes ou representadas. Saúdo o Tenente Coronel Uilson Leri Ceconello, Comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar, e na sua pessoa todas as autoridades militares presentes ou representadas.

Saúdo o Pe. Renato Luiz Caron, Administrador Diocesano da Diocese de Caçador, e através dele saúdo o clero, os seminaristas, a vida religiosa consagrada e o povo de Deus da Diocese, que está aqui participando desta celebração eucarística, na qual será ordenado o vosso novo Bispo, e os que nos acompanham pelas plataformas sociais.

Saúdo o Pe. José Adelson, Presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros; o Pe. Rudinei Lasch, Presidente da Comissão Regional dos Presbíteros do Sul 3; o Pe. Alvise Follador, Pároco da Paróquia Catedral São José, e, em seu nome, estendo minha saudação a todos os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e religiosas, os seminaristas e o querido povo de Deus da Diocese de Erexim e de outras dioceses, que nos acompanham pelas Rádios Aratiba, Virtual, Difusão e plataformas sociais.

Minha saudação carinhosa ao Monsenhor Cleocir Bonetti, que disse “sim” ao chamado do Senhor, para estar a serviço do Reino, na Igreja Povo de Deus, como sacerdote e agora como pastor, Bispo e sucessor dos apóstolos na Igreja Diocesana de Caçador. Esta saudação se estende à tua família, pela qual tens um carinho especial de filho e de irmão; aos teus queridos pais, Gilso e Terezinha Matievicz Bonetti, que te acolheram para a vida e te ofereceram aquela formação cristã na família, que marca toda a nossa existência. Aqui estão os teus irmãos, Valdecir, Cleonir, Sicero; as tuas cunhadas, Rosa, Rosângela e Gabriele; e os teus sobrinhos,Vicenzo e Bárbara; familiares e amigos de perto e de longe que vieram participar desta celebração,neste momento tão bonito da tua vida, mas também na história desta Diocese de Erexim, que há pouco celebrou o seu Jubileu de Ouro. Momento marcante também para a Igreja Diocesana de Caçador, que em oração esperou o novo Bispo, e hoje louva e agradece a Deus pela tua ordenação.

Caríssimos irmãos e irmãs, na vida e na missão o Senhor nos acompanha, nos interroga, nos corrige e nos aponta o caminho do discipulado com amor, compaixão e misericórdia de Pai. Como fez com José, diante das incertezas que tocaram seu coração, na hora de aceitar Maria como sua esposa. A iniciativa e a transcendência de Deus sobre a realidade humana, que marcaram os acontecimentos de José e Maria, podem nos ensinar como viver a vida, confiando na Palavra de Deus.

Através do texto do Evangelho de Mateus (Mt 1,18-24), participamos das angústias de José, frente aos novos acontecimentos que vão tocando a vida de Maria e a sua, além dos seus projetos. Aceitando acolher consigo Maria, que estava grávida por obra do Espírito Santo, sabe que deve aceitar também muitas conseqüências pouco agradáveis. Porém, depois de refletir e superar as várias interrogações que tocavam seu coração e sua mente, escolhe deixar-se guiar pela Palavra de Deus, recebida através dos sonhos.

Tanto Maria como José deixam uma lição de vida e de fé para todos nós, porque demonstraram uma imensa capacidade de crer na Palavra de Deus, e de se apoiarem sobre ela para afrontar os mais que compreensíveis temores, e as dúvidas que tocam a fé e o coração humano, quando os acontecimentos parecem contradizer tudo aquilo que se tem escutado.

Deve ter sido difícil para José abandonar tudo para conduzir sua família a salvo, no Egito? E para Maria, sob a cruz, continuar a crer nas palavras que o anjo lhe havia dirigido alguns anos antes? A coragem da Virgem Maria e de José se manifesta na renúncia a interpretar os acontecimentos que tocam suas vidas, usando somente a lente da lógica humana. Eles deixam espaço para a intervenção de Deus nas suas histórias pessoais, como naquela de toda a humanidade. Desta forma, se colocam como colaboradores próximos de Deus, assumindo também a missão de guardiães do Amor.

O exemplo de Maria e de José, pessoas como nós, podem nos ajudar a compreender a ação de Deus na nossa vida, a darmos pequenos passos no dia a dia, que manifestam confiança em Deus, para deixarmos que Ele revele seu amor de Pai, nos pequenos fatos do nosso cotidiano, nas pequenas e grandes histórias da nossa vida de filhos e filhas amados de Deus e de Povo de Deus a caminho da casa do Pai.

Estimados irmãos e irmãs! A Igreja, mas de modo especial o Bispo, na sua missão de pastor e anunciador do Evangelho, deve continuamente olhar o mundo com os olhos e o coração misericordioso de Deus, Criador e Pai, e aprender a escutar o clamor do povo de Deus com os ouvidos do coração e discernir, sob a orientação do Espírito Santo. Sem isso, corremos o risco de esquecer a nossa missão de sucessores dos apóstolos, comprometidos com o anúncio do Evangelho.

O Bispo, no seu ministério, deve governar para ser instrumento e animador da comunhão, aberto a receber, pronto para discernir os carismas, criar e fortalecer laços de unidade, para tornar a Igreja uma casa e escola de comunhão, não fechada em si mesma, mas em saída, uma Igreja Samaritana, como nos pede o nosso amado Papa Francisco.

O bispo é pastor do rebanho de Deus que lhe foi confiado, mas deve ter um cuidado especial,“um Coração de Pai”, para com os presbíteros e os diáconos, que são colaboradores do Bispo no cuidado do rebanho. Eles precisam ser cuidados com caridade fraterna e paterna, porque vivem a missão, inseridos nas realidades do mundo, e podem muitas vezes estar feridos pelas dores do rebanho e pelas fragilidades humanas. Apascentar o rebanho, povo de Deus, requer espírito de disponibilidade, de oração, de amor/compaixão, de ternura e vigor, para poder guiar na comunhão o povo que nos é confiado. Lembrando sempre que é Cristo o Pastor supremo, nós somos servidores e discípulos do Mestre Jesus. “Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, governando-o não à força, mas de boa vontade, tal como Deus quer; não por um mesquinho espírito de lucro, mas com zelo” (1Pd 5,1,2).

Para finalizar, gostaria de salientar três aspectos da vocação ou missão do Bispo como pastor: primeiro, o de “Santificar”. O Documento de Aparecida reafirma que, a partir do projeto do Pai, o Bispo tem uma vocação e uma missão muito específica. É uma vocação que não se exerce sozinho, pois somos chamados a promover a caridade e a santidade dos fiéis (DAp, n. 187), em comunhão com o Papa, “sob a sua autoridade, com fé e esperança, aceitamos a vocação de servir o Povo de Deus, conforme o coração de Cristo Bom Pastor. Junto com todos os fiéis e em virtude do batismo, somos, antes de mais nada, discípulos e membros do Povo de Deus” (DAp, n. 186). Nisso, é importante lembrar a frase de Santo Agostinho: “com vocês sou cristão, para vocês sou Bispo” (DAp, n. 186).

Segundo aspecto:o de “ser Mestre da Fé”. Vivemos no mundo da comunicação, com tantas informações. Porém, o homem e a mulher de hoje estão transtornados, desorientados e confusos com tantas notícias falsas e contraditórias. Podemos dizer, carentes, não do conhecer a Palavra de Deus, mas do escutar essa Palavra com os ouvidos do coração, deixando que ela os leve a um encontro com Jesus Cristo vivo.

Terceiro: o de “ser Pastor”(Jr 3,14-17).Ser pastor segundo o coração de Cristo Bom Pastor, que cura as ovelhas feridas com o bálsamo da misericórdia, do perdão e da compaixão. Um pastor que, às vezes, precisa caminhar à frente do rebanho, para indicar o caminho que o rebanho deve seguir. Às vezes deve caminhar junto com o rebanho, para compreender suas angústias, deixando que ele partilhe as alegrias e a esperança de quem está a caminho. Mas, às vezes, precisa confiar na caminhada do rebanho, colocando-se na retaguarda, para estar com os fragilizados e feridos, que não conseguem caminhar com a comunidade, mas querem sentir a presença amorosa, paterna e materna do pastor que os conduz nas estradas deste mundo, muitas vezes cercadas por espinhos, provações e privações, que ferem o povo de Deus, que luta pela vida e pela sua dignidade, em meio a tantas fragilidades. O pastor com “coração de pai” guia e educa na fé o rebanho, com a esperança de poder conduzi-lo em segurança, para que possa chegar a salvo na casa do Pai.

Caríssimo Monsenhor Cleocir Bonetti, serás ordenado Bispo da Igreja Católica Apostólica Romana, e tens no teu coração e no teu brasão, o propósito de ser um Bispo e Pastor, com o “Coração de Pai”, para servir o Senhor, servindo o querido povo de Deus da Diocese de Caçador. Leva, no teu coração, a tua rica experiência de vida sacerdotal, vivida intensamente junto ao povo de Deus nesta Diocese de Erexim, no Alto Uruguai Gaúcho, na tua nova missão de Bispo e sucessor dos Apóstolos, junto ao querido povo de Deus da Diocese de Caçador, do Alto Vale do Rio do Peixe. Que Nossa Senhora do Rosário de Fátima e São José te acompanhem nessa peregrinação, e São Francisco de Assis te acolha, na nova missão que o Senhor te confiou: ser Pastor com um coração de pai.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

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