Incentivar desde cedo os estudantes em relação ao hábito da leitura, por exemplo, é um dos desafios enfrentados por pais, principalmente no período de férias. Mas isso deve ser uma experiência agradável e prazerosa, pra que crianças e jovens possam ter vontade de aprender cada vez mais.
Aprendizado
Conforme o estudo “Enfrentamento da cultura do fracasso escolar”, realizado em 2019 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 2,1 milhões de estudantes foram reprovados no Brasil, mais de 620 mil abandonaram a escola e mais de 6 milhões estavam em distorção idade-série. Além disso, mais de 5,5 milhões de crianças e adolescentes não tiveram atividades escolares em 2020. Na contramão desses dados, estão os esforços de pais para proporcionarem atividades que desenvolvam a educação dos filhos durante as férias em um momento ainda pandêmico.
Nova fase
Neste sentido, Deonice Cristina Breitenbach, de 43 anos, e Davi Ângelo Seghetto, de 51 anos, incentivam o filho Darlan Vitor Breitenbach Seghetto, de cinco anos, por meio de pinturas e desenhos. “Ele começa uma nova fase: sai da creche e ingressa no Ensino Fundamental. Optei em matriculá-lo em colégio estadual”, diz a mãe de Darlan, natural de Três Arroios.
“Isso vem de berço”
Como ele gosta muito de pintar e adora os dinossauros, os pais buscam esses dois gostos junto com o aprendizado do alfabeto, números, e a escrita do nome dele, do pai e da mãe. Ele adora ajudar o pai nos trabalhos, brincar com os cachorros e com os amiguinhos. Apesar de se importar com o desempenho do filho nos estudos durante as férias, reconhecem que tudo tem um tempo certo. “Os pais devem incentivar os filhos a estudar para que possam ser independentes, mas não podem esquecer de passar a eles o respeito com as outras pessoas e a gentileza. Isso vem de berço”
Rotina regrada
Para além das atividades escolares em dia, os pais destacam a relevância de manter regras diárias ao garoto. À Darlan, não é permitido ir dormir muito tarde, no máximo às 22 horas. Na manhã seguinte, ou acorda sozinho ou é chamado pela mãe. Para ela, é um ponto importante no sentido de não misturar os horários das refeições, o que considera o início de uma boa organização. Depois do café, brinca um pouco com os dinossauros, e após o almoço estuda um pouco. As atividades vão de escrever as vogais e os números, até o ditado das letras. De acordo com Deonice, ele tem uma enorme facilidade de aprendizado.
Aprendizado na pandemia
Com a pandemia da Covid-19, muitos estudantes enfrentaram dificuldades para se manter aprendendo – agravando as desigualdades no país. Até o momento, o menino não apresentou dificuldade nas atividades propostas pelos pais. Com a facilidade diante do acesso à internet, divide os estudos com um curto espaço de tempo no telefone, pesquisando sobre os dinossauros, e depois repassa o que pesquisou aos pais. A mãe ressalta que quando criança, não tinha a tecnologia que está ao dispor do Darlan. Então, deve ter cuidado e tolerância no tempo e no que ele está assistindo.
Receio
Para diversão, brinca com os amiguinhos e com os cachorros. Porém, Deonice e Davi têm receio que volte a pandemia, mas estão ansiosos pelo ingresso dele na nova escola, com novos professores e colegas. “Nossa expectativa é que com os aprendizados, venham inúmeros desafios e boas experiências”, finalizam.