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Ensino

“Avalio como positiva a reforma do Ensino Médio”, diz coordenadora da 15ª CRE, Juliane Bonez

Estudantes, com ajuda dos professores durante o processo de construção de seus projetos de vida, poderão definir seus percursos formativos, conforme seus interesses e necessidades

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Divulgação
Por Nathan Breitenbach jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O Ministério da Educação divulgou que o Novo Ensino Médio, previsto numa lei aprovada em 2017, começa a ser implementado neste ano em todo o Brasil, nas escolas públicas e privadas. A oferta de diferentes itinerários formativos no Novo Ensino Médio possibilitará a escolha das trilhas de aprofundamento e eletivas pelos estudantes, ampliando seus conhecimentos em uma das áreas como Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza ou Ciências Humanas e Sociais; ou ainda, em uma formação técnica e profissional que poderá ser ofertada pela escola.

Direitos de aprendizagem

Com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, os novos referenciais curriculares elaborados nas 27 Unidades da Federação, assim como a formação de professores, os recursos e materiais didáticos e as matrizes das avaliações do SAEB e do ENEM, estarão alinhados às competências e habilidades estabelecidas para cada uma das áreas de conhecimento na BNCC, possibilitando uma formação sólida a todos os estudantes. Segundo a coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Juliane Bonez, precisa-se seguir uma legislação nacional elaborada por meio da BNCC, documento, esse, construído por organização de escuta de toda a sociedade educacional.

Aprender o essencial

No novo Ensino Médio, a carga horária será ampliada de 2400 para 3000 horas. Desse total, pelo menos 1200 horas serão destinadas aos itinerários formativos, podendo percorrer uma ou mais trilhas de aprendizagem/aprofundamento relacionadas às áreas de conhecimento (linguagens, matemática, ciências humanas e sociais e ciências da natureza) ou à formação técnica e profissional.

Projeto de vida

Ainda, os professores contribuirão para a construção do projeto de vida dos estudantes. Ou seja, você terá tempo e espaço para refletir sobre suas possibilidades de estudo e realizar escolhas responsáveis, coerentes com aquilo que deseja. Além disso, terá apoio para escolher os caminhos que seguirá ao longo do ensino médio e no seu futuro pessoal e profissional.

De acordo com a coordenadora da 15ª CRE, pesquisas comprovam a necessidade de se trabalhar o conhecimento cognitivo articulado com as competências socioemocionais. “Essa organização se dará pela organização curricular em área do conhecimento. O planejamento e a avaliação seguirão esses parâmetros”, pontua.

Menos aulas expositivas

A BNCC está organizada por áreas do conhecimento e não disciplinas. Você continuará aprendendo conhecimentos de todas as disciplinas, pois elas estão contempladas nas habilidades e competências da BNCC. Contudo, a organização por áreas estimula professores a trabalharem por meio de projetos, oficinas e atividades que tragam conhecimentos de diferentes áreas e não apenas de forma disciplinar, com aulas expositivas e sem a participação ativa dos estudantes.

Disciplinas

No novo Ensino Médio, os conhecimentos de todos os componentes estão contemplados na BNCC. Isso significa que os currículos de todas as redes deverão contemplar as aprendizagens relacionadas à Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, História, Geografia, Física, Química, Educação Física, Arte, Sociologia, Filosofia e Inglês. A parte que poderá ser escolhida pelos estudantes, os itinerários formativos, permitirá o aprofundamento das aprendizagens conforme o interesse e a necessidade deles.

Carga horária

As escolas de ensino médio terão a carga horária mínima ampliada de 2.400 horas para 3.000 horas e a nova organização curricular passa a ser composta por dois blocos indissociáveis. As aprendizagens essenciais, comuns a todos os jovens e previstas na BNCC, devem ser distribuídas em, no máximo, 1.800h e os itinerários formativos devem ocupar, no mínimo, 1.200 horas, ofertando possibilidades de escolha para os jovens conforme seus interesses e necessidades.

Parceria regional

As escolas, em parceria com as respectivas secretarias de Educação, poderão articular parcerias com instituições de ensino de sua região para garantir diferentes possibilidades de oferta de itinerários aos estudantes. Isso significa que sua escola poderá contar com apoio de Institutos Federais (IFs), universidades estaduais e federais, além da integração com o setor produtivo.

“Avalio como positiva”

Segundo Juliane, precisamos entender o ser humano como um todo. O segredo, conforme ela, será o planejamento, o querer enquanto profissionais de educação para que isso aconteça utilizando da adaptação para a realidade vivida na escola. “Para isso, a Rede Estadual de Ensino está investindo fortemente em formações. São subsídios necessários para entendermos e sabermos como atuar nesse processo”, finaliza.

 

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