Desde o início deste mês, os profissionais da Educação de Erechim, estão recebendo o piso nacional. Conforme a Prefeitura, o reajuste varia de R$ 479 a R$ 1.109, dependendo do nível em que o professor está, iniciante, intermediário ou final.
O prefeito de Erechim, Paulo Polis, ressaltou que o Sistema Municipal de Ensino tem cerca de 1 mil professores, 8 mil estudantes e os investimentos são constantes para atender tanto as demandas estruturais, o processo de ensino-aprendizagem e a valorização dos profissionais.
“Este reajuste é mais um estímulo para aprimorar a educação municipal, atrair e reter talentos, manter os bons profissionais e proporcionar, assim, um ensino de qualidade. Atualmente, os nossos professores fazem parte dos 10 municípios que mais bem pagam do Rio Grande do Sul”, afirma o prefeito.
Agradecimento
A professora Andreia Fátima Maia Faller da E.M.E.I Copas Verdes, compartilha a alegria de fazer parte do grupo de professores de Erechim. “Gostaria de agradecer e ressaltar minha alegria ao visualizar meu holerite no dia de hoje, me sinto ainda mais valorizada. Com certeza, este aumento é muito importante e será válido no meu orçamento. Isso nos motiva a nos doar ainda mais pelas crianças e estudantes. Agradeço a todos vocês e os envolvidos, muito obrigada”, destaca.
Motivação
A professora, Letícia A. Marostica Pilotto, da E.M.E.I Paiol Grande, enfatiza que o reajuste proporciona uma motivação a mais, frente a tantos desafios enfrentados pela Educação nos últimos tempos. “Sabemos que todo trabalho, além de se gostar, precisa de valorização, e esse valor real imposto por lei, foi aprovado no momento em que a educação apresenta um dos seus maiores déficits de aprendizagem, em decorrência de todo o contexto que estamos vivenciando. Portanto, esta valorização me faz acreditar que estamos nos encaminhando para uma luta que vem há anos, o reconhecimento e valorização dos professores”, conclui.
Quem tem direito ao piso?
Tem direito ao piso, profissionais que estão em formação pelo magistério em nível médio e possuem carga horária de trabalho de 40 horas semanais, como: professores, coordenadores, diretores, inspetores, supervisores, orientadores e planejadores escolares em início de carreira. O valor, não alcança profissionais que não estejam enquadrados na carreira do magistério, como secretários, merendeiros entre outros. O reajuste também não atinge a rede privada de ensino.