A implementação do novo Ensino Médio no Marista Medianeira e nos demais Colégios da Rede Marista iniciou em 2022 e já traz resultados positivos em relação à adaptação dos estudantes ao novo modelo e às aprendizagens que vem sendo construídas em todas as áreas do conhecimento. No novo Ensino Médio Marista, que contempla as turmas de 1º ano, o currículo é composto por duas grandes dimensões, distintas e complementares: Formação Geral Básica (FGB) e Itinerários Formativos. Dentro dos Itinerários Formativos, existem os Núcleos de Aprofundamento e os Percursos Investigativos Optativos. Destes Percursos, os estudantes podem escolher dois, dentre os quatro ofertados pelo Colégio, para participarem. São eles: Cultura Digital; Educação Financeira; Processos Criativos em Múltiplas Linguagens; e Tecnologias e Sociedade: Sistemas e processos. Nos Percursos Investigativos Optativos, os estudantes trabalham momentos de construção colaborativa do conhecimento, a partir de suas experiências prévias.
Segundo a professora Natália Vanelli, uma das educadoras que conduz o percurso de Cultura Digital, os percursos optativos permitem uma visão diferenciada do currículo escolar, pois neles o estudante pode ser protagonista na ação do seu conhecimento, uma vez que os itinerários proporcionam um ensino híbrido na sua composição. “Os percursos são trilhas do conhecimento sobre conteúdos que os estudantes não teriam a oportunidade de vivenciar em um currículo padrão de sala de aula. Nas chamadas “optativas”, os estudantes podem ampliar seu leque de conhecimentos em relação à realidade em que vivem. No itinerário de Cultura Digital, por exemplo, os estudantes aprendem sobre questões específicas da sua rotina, como internet, aplicativos, sites, redes sociais, como se comportar no ambiente digital, além de refletirem como isso tudo influencia na vida real, fora do mundo virtual. Além do estudante passar a ter uma proximidade maior com assuntos cotidianos, ele pode refletir sobre isso e construir seu conhecimento de forma mais autônoma”, destaca a professora.
Cada itinerário possui uma carga horária de dois períodos semanais, com atividades, leituras e trabalhos. O itinerário é online e pode ser acessado pelo estudante a qualquer momento e por qualquer dispositivo, além de contar com encontros quinzenais com o professor de referência, onde são realizadas discussões, debates, atividades práticas, socialização das percepções e descobertas dos estudantes de forma presencial. Dessa forma, o estudante consegue refletir sobre o que foi estudado e aproximar o currículo do Novo Ensino Médio da sua realidade cotidiana, o que auxilia na formação da personalidade e das escolhas de cada um.
Sobre o Percurso de Educação Financeira, o professor Eliezer Balbinot destaca: “Estamos vivendo um período de grandes transformações sociais que demandam conhecimento por parte de cada um de nós sobre finanças, crédito, dívidas e impostos. Desta forma, a Educação Financeira informa, assim como forma e nos orienta quanto a nossa renda, planejamento financeiro, modalidades de investimentos, linhas de crédito e consumo consciente, todos de forma responsável, proporcionando desenvolvimento individual e social. Este itinerário tem por objetivo preparar os estudantes e conscientizá-los quanto a importância da educação financeira para seu futuro não só profissional, mas também na sua vida pessoal e nas relações familiares e coletivas”.
Para o estudante do 1º ano do Ensino Médio, Guilherme Matiasso, a nova metodologia optativa do colégio agradou. “Foi bom para que nós pudéssemos escolher que ramos vamos seguir neste ano. Escolhi os itinerários de Educação Financeira e Cultura Digital. O primeiro me proporcionou uma grande experiência e domínio na área, aprendendo fundamentos de como devo poupar, de como funcionam os bancos, empréstimos, dentre outros. Agora posso dizer que consigo monitorar o meu dinheiro de forma segura e autônoma. Já o itinerário de Cultura Digital me fez pôr em prática os meus conhecimentos sobre como a tecnologia influência o nosso dia a dia. Me proporcionou uma grande experiência de design em sites que não costumava utilizar, tendo tópicos sobre os perigos da internet e como devemos nos prevenir e auxiliar os demais. A atividade mais desafiadora foi quando tive que construir um projeto colocando o que nós aprendemos em prática, como a criação de um logo, desenvolvimento de site ou aplicativo, metodologia do projeto e como ele se aplicaria no dia a dia das pessoas. Realmente estas atividades semanais propostas pelos percursos optativos nos proporcionam uma nova experiência incrível”, concluiu Guilherme.