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Ensino

Coordenadora explica organização dos Estudos de Recuperação na rede Estadual

Na abrangência da 15ª CRE Erechim, 3.041 estudantes precisam passar pelo processo de aprendizagem que acontece de 8 a 16 de fevereiro

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Coordenadora da 15ª CRE Erechim, Juliane Bonez esteve na TV Bom Dia para explicar sobre os Estudos d
Por Taiane do Carmo
Foto Ragnara Zago

No dia 23 de fevereiro inicia o ano letivo nas escolas Estaduais. O cronograma prevê atividades até o dia 22 de dezembro. Em algumas escolas começará no dia 22, a data pode variar conforme o cronograma de cada município. Antes do início das aulas acontecem os Estudos de Recuperação e as formações para professores e equipes diretivas. Em entrevista à TV Bom Dia a coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Juliane Bonez, explicou como está funcionando a metodologia de aprendizagem.

Objetivo principal

De acordo com ela, o principal objetivo deste ano é a política de aprendizagem. Por este motivo, ocorre o processo de organização dos Estudos de Recuperação. “Em dezembro de 2022 foi o primeiro ano 100% presencial pós pandemia, foi um tempo de recuperação do processo de ensino aprendizagem. Por causa disso, foi aberta uma nova possibilidade de avaliação dos alunos que está prevista para acontecer neste mês de fevereiro”, explica.

No ano passado os professores construíram um plano de ação para os estudantes que ficaram nessa pendência, para colocar em prática no início deste ano. No entanto, foi necessário reorganizar o processo. “Quando analisamos as avaliações ao fechar o ano letivo, notamos que o número de estudantes era muito grande. O Rio Grande do Sul tem mais de 153 mil estudantes em Estudos de Recuperação (isso corresponde a população de Erechim), por isso voltamos o olhar, para que este tempo de recuperação seja realmente de estudo e não de apenas fazer um trabalho ou uma prova”, afirma.

Estudos de Recuperação

As datas para os Estudos de Recuperação foram alteradas. Nesta segunda (6) e terça-feira (7) os professores se reúnem nas escolas para um momento de formação. Do dia 8 ao dia 16 de fevereiro os estudantes precisam comparecer na escola (no turno em que estavam matriculados em 2022) para participar dos Estudos de Recuperação e no dia 17 será fechado o Conselho de Classe.

Em relação aos Estudos de Recuperação, Juliane explica que o trabalho está sendo realizado conforme os dados. Na abrangência da 15ª CRE, existem 3.041 estudantes que precisam dos estudos (isso equivale a 14% dos estudantes). “Estamos em um momento de grande reflexão, não estamos buscando culpados, estamos nos responsabilizando por uma realidade que está aí. O primeiro momento precisa ser de acolhimento na escola para os professores nesta segunda e terça-feira, e o segundo momento é o estudo de dados em cada escola. O professor para colocar a realidade da sala de aula e a equipe diretiva a escola para ver a realidade como um todo. Realizamos este exercício com todas as equipes diretivas, analisando cada dado. O momento agora é de reflexão e organização para acolher esses estudantes em número reduzido, o que nos dará uma organização diferenciada, inclusive para avaliarmos alguns aspectos que serão básicos para o ano de 2023”, conta.

Análises

Nas últimas semanas, de acordo com a coordenadora, foram realizadas reuniões descentralizadas com grupos de educadores, além de encontros nos municípios de Sananduva, Getúlio Vargas, Campinas do Sul, Gaurama e com representantes de escolas indígenas. O objetivo foi analisar e compreender o cenário escolar. “Nos Estudos de Recuperação, os alunos não precisam se preocupar com horários, eles estarão na escola e terão aulas normalmente, mas com uma metodologia e avaliação diferenciada para atender as demandas que não ficaram desenvolvidas em 2022. Os estudantes ficarão separados conforme a dificuldade e os professores estarão trabalhando juntos, pois cada atividade proposta visa desenvolver uma competência específica e ao final o professor saberá se o aluno conseguiu progredir ou não. Saímos do foco prova e trabalho para uma avaliação continuada, conceitual e que fica muito na observação e no desenvolvimento, tanto do professor quanto do estudante”, salienta.

Desenvolvimento

Conforme Juliane, com base nos dados diagnósticos e as particularidades de cada escola, cada instituição organizará seu plano de ação com a equipe diretiva e professores. “É importante frisar que na rede Estadual não existe aprovação automática, o que estamos fazendo é abrindo a possibilidade para que os estudantes possam recuperar a aprendizagem. Em cada escola não temos só um número, mas sim uma pessoa que precisa se constituir e que na sua maioria, a escola é o ambiente mais seguro, próximo e de maior desenvolvimento de suas habilidades e é esse o apoio que precisamos dar”, conclui.

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