O Diário Oficial do Estado (DOE) do RS, recentemente publicou portaria assinada pela Secretária de Estado de Educação, como medida cautelar, afastando preventivamente do exercício de suas atividades, o diretor da Escola Estadual Érico Veríssimo, de Jacutinga, Flávio Luiz Gabardo, sem prejuízo da remuneração.
O motivo da denúncia e nota de repúdio
O afastamento dele, administrativamente se deu após nota de repúdio e denúncia feita pelo Partido dos Trabalhadores após comentário do diretor em outubro de 2022, em rádio de Campinas do Sul, como segue: “o resultado é o resultado. O Brasil do progresso entre o Mato Grosso e Rio Grande do Sul, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, preferiu Bolsonaro. O Brasil da senzala, entre a Bahia e o Maranhão, ficou com Lula. Minas se dividiu e o Norte não tem votos suficientes para fazer diferença. Mas o fato é que a maioria está do lado do atraso. Ela achou que é uma boa ideia colocar novamente na presidência da República um cidadão que foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela Justiça de seu país. Fazer o que...”
Sindicância na 15ª CRE
A denúncia feita contra o diretor na Secretaria de Educação do Estado, alega que ele cometeu crime de racismo (xenofobia), que pediu seu afastamento até que seja elucidado o caso. Diante disto, gerou uma sindicância interna conduzida pela 15ª Coordenadoria Regional de Educação, que ouviu testemunhas e acabou resultando num Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que culminou com seu afastamento.
O que diz o diretor afastado
Procurado pela coluna, o diretor Flávio Luiz Gabardo, afirma que leu durante o programa uma reportagem da Revista Oeste com o título ‘Às sombras da corrupção sem limites’, e que o áudio divulgado, não é toda a fala dele, e que foi pinçada uma parte. Que já deu suas explicações para a 15ª CRE e acredita que ao final, retornará as suas atividades: “sou diretor há 20 anos, a comunidade me conhece. Nunca fiz comentários na rádio em horário de expediente. Eu gravava e encaminhava por whats”.
Manifestações pedindo o retorno
No último final de semana, no sábado (4) e domingo (5), na parte da tarde, na praça central de Jacutinga, houve manifestação pedindo o retorno dele ao cargo de diretor da escola: “Acredito que ao final tudo irá se esclarecer. Foi dado um viés político a essa denúncia, e afirmo que nunca irei concorrer a nada. A comunidade mostrou sua força. Agora, se ao final, eu for afastado, terei que rever meus conceitos de muitas coisas”, finaliza.