21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Ensino

Debate sobre a proposta de proibição do uso de celulares durante o recreio em escolas

Os presentes trouxeram diversas perspectivas a serem analisadas em relação ao assunto

teste
Cada participante trouxe a vivência e o seu ponto de vista em relação ao que foi proposto
Por Gabriela de Freitas
Foto Gabriela de Freitas

Na manhã de quinta-feira (21), a Câmara Municipal de Erechim reuniu, a partir da proposta feita pelo vereador Rafael Ayub (MDB) em tratar a temática sobre a proibição do uso de celulares durante o recreio em escolas, representantes de escolas públicas e privadas, conselho tutelar, representantes do poder público, professores e estudantes para debater o assunto.

Cada participante trouxe a vivência e o seu ponto de vista em relação ao que foi proposto, Rafael Ayub salientou a importância de conversar e ouvir a comunidade antes de tomar qualquer atitude, questionou também sobre estarmos em um momento que se fala sobre a inclusão digital e se a melhor alternativa seria criar uma lei de proibição. Ele também complementou que a ideia não é que o tema chegue à votação, mas que a ocasião fosse para ouvir a opinião e as demandas de cada um que estava ali presente.

“Proibir não seria solucionar o problema, que é diferente do processo de construção e formação educacional, que é um grande desafio para a escola, o assunto não será encerrado proibindo o uso no intervalo. A escola é parte constitutiva da formação do processo educativo, a escola faz parte do elemento formal, a educação ocorre desde sempre. Há uma contradição quando os pais fornecem o aparelho para os alunos e depois pedem que a escola proíba o uso, por isso é necessário discutir sobre para chegarmos a uma síntese da questão”, falou Fabrício Brustolin, Diretor Pedagógico da Secretária Municipal de Educação de Erechim.

Cheila Milczarek, Diretora do Colégio Marista Medianeira, relatou que o posicionamento da rede Marista não é favorável à proibição, porque entendem que é algo que está na vida cotidiana dos estudantes. O uso de ferramentas tecnológicas, dentre elas o celular, podem ser um objeto de ensino. Ela também destacou que os jovens também precisam participar desse debate, pois isso diz respeito a vida deles. “Como vamos comunicar uma legião de jovens protagonistas que a partir daquele momento é proibido usar? Somos uma sociedade que cada vez mais trabalha o princípio democrático, e chegamos com um processo autoritário? Não sei se isso seria coerente. Precisamos chama-los também para falar sobre essa responsabilidade, sobre esse processo que é o da auto regulação e o autogerenciamento. Precisamos ouvi-los sem deixar de lado a nossa preocupação de adultos, conscientiza-los que o uso excessivo das telas não é saudável para o desenvolvimento deles. É necessário o diálogo. A escola tem um papel importante, mas os responsáveis também, pois não adianta orientar os alunos para reduzirem o uso dos aparelhos quando não somos o exemplo para eles. É preciso um movimento de conscientização, de ouvir os jovens e mostrar que podemos confiar neles. Não podemos desacreditar dos jovens”, concluiu Cheila.

“Nós concordamos que o uso das tecnologias é importante, mas seguimos a lei de que o estudante não deve utilizar o celular no período de aula, pois atrapalha o estudante, os professores e os colegas. Permitimos o uso durante o intervalo, porque percebemos que isso não é algo que os prejudique”, acrescenta Leocir Oldra, Diretor do Colégio Franciscano São José.

De modo geral, os pontos levantados por todos participantes revelam preocupações quanto ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos e como a sociedade, pais, alunos e escola podem trabalhar essas questões. É um tema desafiador que terá mais encontros para ser debatido.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;