21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Ensino

Março Amarelo: mês de prevenção de doenças renais em cães e gatos

A campanha visa orientar os tutores a ficarem atentos e realizarem os exames os periódicos para evitar complicações relacionadas ao trato renal

teste
Professor Guilherme Dorneles e a Professora Daniela Oliveira
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

O mês de março amarelo é dedicado tanto para humanos quanto para os animais domésticos em alusão a conscientização da saúde dos rins. A URI Campus Erechim trouxe a temática para a Aula Inaugural do Curso de Medicina Veterinária, realizada na sexta-feira (15), conversamos com a Coordenadora do Curso, Daniela Oliveira dos Santos, e o Professor de Clínica Médica de pequenos animais e responsável pelo Laboratório de Análises Clínicas, Guilherme Lopes Dornelles, para orientação sobre os cuidados que os tutores precisam ter com os seus pets.

Qual é a principal prevenção?

“A prevenção seria mais no sentido de fazer diagnósticos precoces para podermos identificar as causas o quanto antes para podermos intervir, aumentar uma ingestão hídrica, talvez fazer uma dieta rica em sachês com gatos, adesão de fontes com água corrente, pois muitos felinos não gostam de água parada, verificar se o cão tem alguma cardiopatia ou alguma outra doença predisponente. Trabalhamos tanto com cães quanto com gatos toda essa parte de diagnósticos, o mais precoce possível, exames laboratoriais, check-ups, mas damos ênfase aos felinos, pois eles têm rins com menos néfrons, que são as células funcionais, em relação aos cães. Todo tutor do animal percebe que eles consomem menos água, então por esse motivo e o fato de terem menos células funcionais são a população de mais risco, a ênfase é maior devido a essa questão fisiológica”, explica o Professor Guilherme.

A análise de consumo de cães é menos problemática que a dos gatos, por isso é preciso que o tutor fique atento. “Falamos e fazemos essas atividades do março amarelo com o foco nas doenças renais para que os responsáveis pelos animais cuidem se o gato está tomando água, às vezes é preciso mudar a água do recipiente, substituir por uma fonte, os felinos são muito seletivos, diferente dos cães que se hidratam mais, temos mais problemas renais em gatos, principalmente os castrados. Damos um enfoque bem grande para a campanha na instituição com os nossos alunos para que se observe isso nos animais para fazer o preventivo, porque depois é muito mais dispendioso o tratamento renal, precisamos mudar a alimentação, utilizar medicamentos, acaba se tornando mais caro do que o procedimento preventivo”, acrescenta Professora Daniela.

Na disciplina clínica de sistema renal, os professores orientam que as lesões renais não tem reversão, somente há o atraso da progressão da doença, então o tratamento deve ser feito o quanto antes para minimizar essas lesões, porque será irreversível. Não há cura, apenas tratamento para o caso de doenças crônicas renais.

Tem algum período específico para o tratamento preventivo?

“Depende de cada caso, é necessário avaliar cada situação por sua particularidade, se o animal já possui alguma doença predisponente, como por exemplo o cachorro que possui uma cardiopatia ou uma hipertensão, precisaremos de uma atenção maior. Dependendo da patologia que o animal tiver, no caso da hipertensão que pode ocasionar uma lesão renal, um animal com uma dieta com altos teores de proteína acabam tendo uma sobrecarga renal. Se são animais saudáveis, uma vez por ano já será suficiente. Fazemos estadiamento 1,2, 3 e 4 que são os valores dados pelo nosso Sistema de Interesse Renal, a IRIS (International Renal Interest Society), que é feito quando há sinais de doença renal e quanto maior o valor pior será o prognóstico do animal, tendo maiores chances de internação e vir a óbito”, responde Guilherme.

Animais idosos

“Focamos também nos animais geriatras, pois eles precisam de um cuidado especial e maior acompanhamento. Temos um combo que chamamos o “check-up do geriatra” que são montados para a análise de perfil fisiológico do animal idoso e já direcionamos para realização dos exames solicitados para fazer o acompanhamento. Às vezes o cão ou o gato precisará vir consultar novamente após seis meses, dependendo do que for constatado nos exames a necessidade do paciente. Um cardiopata sem acompanhamento começa a descompensar outros órgãos se não for tratado e um deles é o rim”, alerta Daniela.

Alimentação

“Conforme o tratamento instituído podemos fazer a administração de uma ração coadjuvante, que não é medicamentosa, mas auxilia no tratamento de cães e gatos, ou uma ração renal a ser consumida pelo período de um mês e depois reavaliamos, dependendo do quadro do animal”, complementa Guilherme.

Ele orienta que o animal ingerir proteína demasiadamente, poderá alterar o ph urinário, podendo ocasionar a precipitação de alguns cristais, que podem se tornar em cálculos renais, obstruindo o canal que acabam forçando os rins. Todo manejo precisa ter o acompanhamento veterinário. Salienta a importância de animais castrados consumirem rações específicas que não causarão problemas renais futuramente.

Ações que a universidade realiza

A URI Campus Erechim, traz a temática do Março Amarelo por meio de palestras realizadas para os acadêmicos do Curso de Medicina Veterinária. Por ser uma entidade filantrópica, atende a comunidade a partir das aulas de estágio em Clínica, efetuando exames em animais de acordo com a disciplina da aula prática, inclusive o de perfil renal, com o custo mais baixo, e dependendo da situação do tutor até gratuitamente. “Conseguimos atender muitas pessoas, temos convênio com cinco municípios para realizar castrações. Em Erechim, já fizemos mais de três mil castrações com esses projetos”, diz a Coordenadora do Curso, Daniela Oliveira dos Santos.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;