A equipe DropTeam, formada por estudantes e professores do Campus Erechim do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), conquistou o 3º lugar na Shell Eco-marathon Americas, na categoria de protótipo eficiente movido a gasolina, com a marca de 706,57 quilômetros percorridos com um litro do combustível (km/l). A competição ocorreu entre os dias 3 e 7 de abril, no Indianapolis Motor Speedway, local que costuma sediar corridas da fórmula Indy e da Nascar, Estados Unidos.
O coordenador do projeto, professor Airton Campanhola Bortoluzzi, enviou um relato por áudio, no dia 8 de abril, do aeroporto de Indianápolis:
“Pra vir, tivemos alguns problemas novamente. Um avião de Nova Iorque para Indianápolis não podia transportar o protótipo, fomos mandados para Chicago. De Chicago pra Indianápolis, pegamos um táxi, e conseguimos chegar. Três alunos que estavam trazendo as peças do carro também tiveram seus voos remarcados, chegaram onze horas da manhã, no dia da competição que já tinha começado. Quando finalmente a conseguimos montar tudo, devido ao frio, estava fazendo zero graus, dois graus, um frio muito intenso, tivemos problema até na linha pneumática, de pressurização do combustível. Resolvemos isso. Depois, em seguida, tivemos um problema elétrico, então quando finalmente conseguimos fazer tudo, fomos para a pista fazer os testes. O piloto conheceu a pista, conseguimos analisar como o carro se comportava aqui, tudo que tínhamos planejado fomos ajustando para o que achávamos melhor.
No primeiro dia de competição, fizemos a primeira média e, em termos de consumo, foi muito melhor, foi aquilo que esperávamos, realmente. Mas teve um detalhe, que é novidade na competição desse ano e daqui pra frente, eles mensuram não só o combustível, mas também o consumo elétrico, o que, pra nós, não tinha essa necessidade de medir ou de ajustar o consumo elétrico, e isso fez com que a nossa média baixasse muito porque o consumo elétrico é descontado, é uma energia que você gasta também, não só o combustível, contabiliza toda a energia gasta pro percurso. E o consumo elétrico, para ter uma ideia, representou algo em torno de 300 km/l.
Então, no segundo dia, fizemos um estudo, uma análise de tudo que tínhamos de consumo elétrico e buscamos reduzir ao máximo. Por isso, a cada tentativa em pista, a fomos melhorando nossa performance. Na última tentativa, fizemos 706 km/l, consumimos mais combustível do que na primeira, que foi de 612 km/l, porém nós conseguimos reduzir o consumo elétrico a 20% do que na primeira tentativa. Então, a equipe trabalhou muito pra reduzir o consumo de energia elétrica do protótipo aqui. Fizemos o máximo que pudemos e, na parte de combustível, conseguimos o resultado que era esperado. Tanto que se considerar só combustível, teríamos passado de 900km/l.
Saímos muito otimistas por todo o trabalho desenvolvido e também nós temos agora um novo desafio, de aperfeiçoar o consumo elétrico do carro, junto com o de combustível, para conseguir a maior eficiência possível, como sempre, trabalhando na melhoria contínua do projeto. Isso já nos dá uma motivação a mais pra continuar e participar no Rio de Janeiro, no final de agosto, superando o nosso resultado. Esse é o grande objetivo do projeto, superar o nosso resultado. E se o resultado for melhor que os demais, ganhamos, senão sabemos que teremos ainda mais trabalho pela frente.
Agradecemos também a oportunidade de estar aqui, representando o Instituto Federal, o Campus Erechim, o próprio município de Erechim, o município de Severiano de Almeida que também está nos apoiando, tem alunos no projeto, já teve outras vezes, então é uma oportunidade muito grande pra nós aprendermos e nos desenvolvermos, conhecer outras pessoas, outras equipes, tecnologias e impulsionar os alunos para o desenvolvimento de mais tecnologia, de inovação, então isso é uma grande oportunidade para nós e o resultado mostra que estamos conseguindo atingir esse objetivo”.