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Ensino

Reunião extraordinária sobre a retomada do calendário acadêmico do IFRS Campus Erechim

Hoje, quarta-feira (15), o governo federal segue com as rodadas de negociações com as entidades representativas dos servidores do Executivo Federal

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IFRS Campus Erechim reunião extraordinária.jpg
Por Gabriela de Freitas
Foto Carlos da Silveira

O auditório II do IFRS Campus Erechim realizou a segunda reunião extraordinária com pauta única refente a retomada do calendário acadêmico, que está suspenso temporariamente desde o dia 15 de abril. Na ocasião estiveram presentes pais, alunos, professores e funcionários.

Conforme informações do IFRS,  a suspensão do calendário foi deliberada em razão da deflagração da greve, por tempo indeterminado, de servidores a partir dessa data. A decisão pela greve, por sua vez, foi definida em assembleia do Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) – Seção Sindical Bento Gonçalves, realizada no dia 3 de abril. O sindicato representa docentes e técnico-administrativos em educação (TAE) do IFRS. Isso não significa o seu cancelamento, mas a interrupção temporária das aulas no campus. Todas as atividades letivas serão oportunamente recuperadas. As atividades essenciais que serão mantidas.

A mesa de reunião estava composta por representantes de alunos, professores, técnicos-administrativos, um membro da sociedade civil e o diretor geral, foram esclarecidas as dúvidas quanto a retomada das atividades, no caso de os professores retornarem como seriam estabelecidos os horários, visto que a greve é geral em todos os Institutos Federais do Brasil.

A decisão foi que o calendário permanece suspenso até ser realizado um levantamento com os profissionais em greve para a viabilidade de retorno das atividades do calendário acadêmico, a partir da coleta dessas informações será feita uma nova reunião para o dia 23 de maio, às 10h.

A pauta de greve

  • Reestruturação das carreiras de técnico-administrativos (PCCTAE) e docentes (EBTT);
  • Recomposição salarial;
  • Revogação de todas as normas que prejudicam a educação federal aprovadas nos governos Temer (2016-2018) e Bolsonaro (2019-2022);
  • Recomposição do orçamento e reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.

 

De acordo com a Agência Brasil, na pauta nacional unificada, os docentes pedem reajuste de 22,71%, em três parcelas de 7,06%, a serem pagas em 2024, 2025 e 2026. Também estão na pauta a revogação da portaria do Ministério da Educação 983/20, que estabelece aumento da carga horária mínima de aulas e o controle de frequência por meio do ponto eletrônico para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A revogação do Novo Ensino Médio e da Base Nacional Comum para a Formação de Professores (BNC-Formação) também estão em discussão.

A proposta apresentada pelo governo federal foi de reajuste salarial zero, com aumentos apenas no auxílio alimentação, que passaria de R$ 658, para R$ 1000; no valor da assistência pré-escolar, de R$ 321,00 para R$ 484,90, além de 51% a mais no valor atual da saúde suplementar. A proposta foi rejeitada em reunião com a participação de 34 seções sindicais do setor, que também votaram pelo movimento paredista resultando em 22 votos favoráveis, sete contrários e cinco abstenções, no início de abril.

Hoje, quarta-feira (15), o governo federal segue com as rodadas de negociações com as entidades representativas dos servidores do Executivo Federal. Há uma reunião agendada para 21 de maio, para tratar da greve dos técnicos-administrativos.

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