O uso de celulares nas escolas tem se tornado um tema muito debatido. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022, o uso excessivo de celulares em sala de aula prejudica o desempenho dos alunos no Brasil e em outros países. Em Erechim, as instituições de ensino adotam abordagens variadas sobre como lidar com essa tecnologia, refletindo suas filosofias pedagógicas e o contexto de cada ambiente escolar.
Escolas Estaduais: Apoio Pedagógico
As escolas estaduais de Erechim têm uma visão positiva em relação ao uso de equipamentos tecnológicos, incluindo celulares. A 15ª Coordenadoria de Educação informa que para a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), dispositivos como Chromebooks e celulares são considerados ferramentas de apoio ao aprendizado, facilitando o acesso a plataformas educativas como o Google Classroom. O uso dessas tecnologias, no entanto, é sempre mediado por professores, que orientam os alunos sobre as atividades curriculares ao longo do ano letivo.
Escolas Municipais: Proibições e Exceções
Na rede municipal, a situação é diferente, especialmente nas escolas de Educação Infantil, onde a maioria das crianças não possui celular. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, nas instituições de Ensino Fundamental e no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), os regimentos escolares proíbem o uso de celulares, exceto para fins pedagógicos. Essa abordagem visa manter a concentração dos alunos durante as aulas.
Colégio Marista Medianeira: Uso Controlado
No Colégio Marista Medianeira, a questão do uso de celulares é tratada com cuidado. Conforme as informações da Coordenadora Pedagógica dos Anos Iniciais e do Ensino Médio, Gabriela Kubiak, a escola reconhece que esses dispositivos podem ser ferramentas pedagógicas valiosas, mas também ressalta a necessidade de um uso equilibrado. Para isso, foi criada uma dinâmica: os alunos têm a opção de guardar seus celulares em uma caixinha ou mantê-los na mochila. O uso inadequado resulta na retenção do aparelho pelo professor, que o devolve apenas aos responsáveis. Durante as atividades pedagógicas, o uso dos celulares é controlado para evitar interferências no aprendizado.
Colégio Franciscano São José: Conscientização sobre o Uso
No Colégio Franciscano São José, o Diretor Leocir Oldra salienta que uso de celulares em sala de aula é proibido, salvo para fins pedagógicos. Os alunos devem guardar seus dispositivos em uma caixinha e podem acessá-los apenas durante os intervalos ou ao final das aulas. A instituição também foca na conscientização dos estudantes sobre os riscos do uso excessivo de celulares, que pode afetar o foco e o desempenho acadêmico.
Escola Básica da URI: Armários para Celulares
Segundo o Diretor da Escola Básica da URI, Edenir Serafini, foi implementada uma solução prática: os alunos guardam seus celulares em armários durante as aulas. Assim, têm acesso aos dispositivos apenas durante os intervalos e ao final das atividades, criando um ambiente propício para dedicação ao aprendizado.
As regras sobre o uso de celulares nas escolas de Erechim refletem um esforço coletivo para integrar a tecnologia de maneira construtiva, ao mesmo tempo em que preservam o ambiente educacional. Cada instituição busca um equilíbrio entre inovação e disciplina, preparando os alunos para um uso responsável e eficaz dos seus dispositivos eletrônicos.