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Ensino

Lançamento do livro “Mulheres resilientes” na Escola Érico Veríssimo

Alunos da turma 1C do Ensino Médio abordam a temática de violência contra a mulher e igualdade de gênero em minicontos

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Lançamento do livro Mulheres Resilientes na Escola Érico Veríssimo
Por Gabriela de Freitas
Foto Gabriela de Freitas

A Escola Estadual de Ensino Médio Érico Veríssimo, de Erechim, realizou na noite de quarta-feira (18) o lançamento do livro de minicontos intitulado “Mulheres resilientes”. A obra foi idealizada a partir do projeto “Futuros equânimes, tecnologia, igualdade e sustentabilidade”, desenvolvido pela turma 1C, do 1º ano do Ensino Médio noturno, sob orientação das professoras Angela Trierveiler Dias, Camila Dipp e Débora Zatera.

O início do projeto

A proposta surgiu a partir da Mostra do Conhecimento, com a missão de sensibilizar os alunos para a igualdade de gênero e o combate à violência contra as mulheres. O trabalho buscou integrar áreas do conhecimento, como Língua Portuguesa, Literatura e Ciências, usando o miniconto como ferramenta para promover reflexões profundas sobre o tema.

Em um primeiro momento, os alunos participaram de atividades de pesquisa sobre violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha. Através de oficinas de minicontos, a professora Angela Dias guiou os estudantes na construção de histórias curtas, mas impactantes, que ilustravam a temática. Os alunos também se dedicaram a pintar painéis artísticos, retratando as várias formas de abuso enfrentadas pelas mulheres, e participaram de rodas de conversa e palestras sobre o impacto da violência na saúde física e mental das vítimas.

O impacto das reflexões

O processo educativo foi marcado por discussões intensas sobre o papel da sociedade e das mulheres na luta por respeito e igualdade. Durante a construção do projeto, os alunos tiveram a oportunidade de se colocar no lugar das vítimas e refletir sobre o impacto de seus comportamentos no contexto da violência de gênero.

"Queríamos algo que tocasse o coração das pessoas e as fizesse refletir sobre o problema da violência", explica a professora Angela, “A ideia foi provocar, através do miniconto, uma mudança de percepção e atitudes entre os jovens, estimulando-os a desenvolver empatia e responsabilidade social”.

A conquista do livro

 Após semanas de dedicação e trabalho, os minicontos foram reunidos em um livro que não apenas eterniza o esforço dos estudantes, mas também serve como uma ferramenta educacional. As professoras, com seus contatos, conseguiram a colaboração de empresas como Clau Perfumes, DePaula Construtora, Speaks (escola de idiomas) e o Supermercado Querência, para garantir o financiamento necessário para a impressão da obra.

"Quando o trabalho ficou pronto, vimos que era algo realmente significativo. Decidimos então que esse projeto deveria ser eternizado", afirma a professora Camila Dipp, “O livro é uma forma de imortalizar o aprendizado dos alunos e levar a mensagem de igualdade de gênero para além da sala de aula”.

O lançamento

Na ocasião, os estudantes apresentaram um breve resumo sobre os tipos de violência contra a mulher, Lei Maria da Penha e os canais de denúncia, após leram seus minicontos para o público presente, com destaque para o trabalho da aluna Camili Silva, que criou ilustrações que foram expostas durante a apresentação. A leitura dos textos e as imagens foram uma forma poderosa de mostrar como a arte pode contribuir para a conscientização sobre a violência contra a mulher.

"Foi um momento de aprendizado para todos nós, professores e alunos", afirma a professora Débora Zatera. "A palestra e a oportunidade de discutir a violência foram essenciais para combater preconceitos e ampliar a compreensão sobre o tema", completa.

O lançamento do livro simboliza mais do que a conclusão de um projeto escolar; é um marco na formação de jovens mais conscientes, empáticos e engajados na luta pela igualdade de gênero. Para os professores, o projeto foi uma oportunidade única de integrar aprendizado acadêmico com um tema social relevante, estimulando uma reflexão profunda sobre o papel de cada um na construção de uma sociedade mais justa.

Ao final do evento, o livro foi entregue à biblioteca da escola, um gesto simbólico que garantirá que o impacto do projeto perdure, ecoando na escola e na comunidade por muito tempo.

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