Seguindo um processo formativo fundamentado na educação ambiental, a URI Campus Erechim sediou, no dia 4 de junho, o XXI Fórum de Meio Ambiente da Juventude do Alto Uruguai Gaúcho. O evento teve como tema central o papel da juventude na construção de cidades e comunidades mais resilientes às mudanças climáticas.
O Fórum adota uma metodologia participativa, estruturada em três etapas. A primeira, denominada Pré-Fórum, envolve investigação da temática nas escolas, realização de fóruns escolares e organização de minicursos, mesas-redondas e rodas de conversa para o dia do evento.
Na segunda etapa, o Dia do Fórum, o encontro assume caráter regional, reunindo representantes de jovens de diversas escolas para discussão do tema e definição de projetos de intervenção. A terceira e última fase, o Pós-Fórum, compreende a elaboração e implementação desses projetos, com foco na geração de dados por meio de atividades de ciência cidadã, valorizando a atuação de jovens, professores e membros da comunidade como produtores de conhecimento.
No dia do Fórum, participaram mais de 1.300 jovens com idades entre 15 e 19 anos, oriundos de 45 municípios ligados à 15ª Coordenadoria Regional de Educação. A organização foi do Laboratório de Educação Ambiental da URI Erechim, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia, com apoio de estudantes dos cursos de Ciências Biológicas, Enfermagem e Pedagogia, alunos da Escola de Educação Básica da URI, Setor Pedagógico da 15ª CRE e do Conselho Municipal de Proteção Ambiental de Erechim (COMPAM).
A palestra de abertura foi ministrada pelo pesquisador Rafael Damasceno Pereira, no Salão de Eventos da universidade, com foco na atuação da juventude na construção de comunidades preparadas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Durante a manhã, ocorreram três mesas-redondas simultâneas, com os seguintes temas: “Resiliência e adaptação agropecuária à mudança climática”, “Proteção à saúde frente à mudança climática” e “Relatos de experiência”. Os participantes escolheram previamente, no momento da inscrição, o tema de sua preferência.
À tarde, todos os jovens participaram da mesa-redonda “Soluções baseadas na natureza no enfrentamento aos riscos de desastres climáticos”, que aprofundou o debate sobre estratégias sustentáveis e adaptativas. Em seguida, foram realizadas 30 rodas de conversa temáticas, com a participação individual de cada estudante em uma delas. Esses espaços proporcionaram troca de ideias e construção coletiva de propostas práticas para o fortalecimento de comunidades resilientes.
Ao final do encontro, as principais ideias surgidas nas rodas de conversa foram compartilhadas, e as escolas definiram os compromissos a serem seguidos.
Ainda em junho, os jovens iniciam a terceira etapa do Fórum, com a elaboração e implementação de projetos voltados à aplicação de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) em territórios vulneráveis às mudanças climáticas.