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Ensino

Segurança nas escolas volta ao debate após ataque em Estação

Rede estadual e município de Erechim reforçam protocolos e ações intersetoriais de acolhimento e prevenção à violência no ambiente escolar

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Por Gabriela de Freitas
Foto Divulgação

O ataque ocorrido na terça-feira, 8 de julho, na Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação, na região do Alto Uruguai, gerou comoção em todo o Rio Grande do Sul. O episódio trouxe novamente à tona o debate sobre a segurança nas instituições de ensino e as responsabilidades de cada esfera na prevenção à violência.

Em Erechim, a secretária municipal de Educação, Verenice Lipsch, afirma que a questão da segurança é pauta permanente na rede municipal e envolve a análise contínua das medidas em vigor e de sugestões recebidas. “Todas as propostas são encaminhadas às equipes especializadas na área da segurança, responsáveis por avaliar a viabilidade técnica de cada uma”, explica.

As escolas municipais de Erechim operam com um protocolo coletivo, que foi revisado e reforçado recentemente. A Brigada Militar atua como parceira na formação e no suporte às equipes escolares. “Temos um protocolo padrão de prevenção e resposta que está sendo fortalecido. No entanto, é preciso lembrar que a segurança pública deve ir além do espaço escolar”, observa a secretária.

Rede estadual articula apoio intersetorial e formação permanente

A coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Juliane Bonez, reforça que o trabalho nas escolas estaduais é contínuo, inclusive com a inclusão de competências socioemocionais na matriz curricular. Segundo ela, o acompanhamento das vulnerabilidades estruturais e comportamentais nas escolas ocorre com base nas sinalizações das próprias equipes escolares. “As escolas têm sido muito atentas e comprometidas, e repassam as demandas aos órgãos competentes, o que tem nos trazido respostas rápidas”, afirma.

A segurança física nas escolas estaduais, segundo Juliane, é de responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública, com apoio da Brigada Militar. “Não há intenção, neste momento, de implantar equipamentos como detectores de metais ou botões de pânico. Acreditamos que a segurança depende do conjunto da sociedade, incluindo as famílias”, destaca.

A 15ª CRE também conta com o Núcleo de Bem-Estar, composto por psicólogos e assistentes sociais que atuam no suporte cotidiano às escolas. O protocolo de resposta a situações de violência está sendo revisado com apoio técnico do Ministério da Educação, e a atuação em rede inclui parcerias com o Ministério Público, Brigada Militar e outras instituições.

Rede municipal reforça capacitações e amplia diálogo com famílias

A Secretaria Municipal de Educação de Erechim mantém ações de formação anual voltadas à prevenção de violências, além de promover capacitações específicas para direções escolares em parceria com a Brigada Militar. A partir do segundo semestre, será implementado o programa “Todos na Escola”, que envolve diferentes órgãos de segurança e prevê ações com estudantes e famílias. “Não podemos terceirizar à escola toda a responsabilidade de educar. A formação de cidadãos é responsabilidade compartilhada”, afirma Verenice Lipsch.

Além disso, todas as escolas municipais contam com câmeras de monitoramento do Programa Sentinela e, em momentos específicos, com o apoio da Patrulha Escolar. O Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) também é desenvolvido nas instituições de ensino fundamental.

As equipes diretivas das escolas, de acordo com a secretária, são responsáveis por analisar e conduzir os debates conforme a realidade local. “Há protocolos orientados pela mantenedora e órgãos de segurança, mas também momentos de escuta e acolhimento conduzidos com o apoio de profissionais especializados”, ressalta.

Atuação conjunta e protocolos em revisão após o caso de Estação

Após o ataque em Estação, um comitê de crise intersetorial foi formado no município para planejar o retorno das aulas com segurança. A equipe da Secretaria Estadual da Educação, com apoio da Secretaria da Saúde e do Ministério da Educação, realizou rodas de conversa com professores, escutas individuais e ações de acolhimento psicossocial. Cada escola municipal passou a contar com duas psicólogas para atendimento a alunos e famílias.

A coordenadora da 15ª CRE destaca que o momento exige aprendizado e fortalecimento das equipes. “Estamos aprendendo muito e nos preparando para saber como agir se situações como essa voltarem a ocorrer”, conclui Juliane Bonez.

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