Teve início no dia 13 de agosto, em Erechim, o projeto de revitalização do palco da Praça Jayme Lago, unindo arte, cidadania e música. A ação é coordenada por Guilherme Augusto Rossi Garcia e Karina Rocha de Oliveira Garcia, por meio do projeto Sinfonia da Cidade, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e recursos da Lei Aldir Blanc.
O trabalho envolve estudantes do ensino fundamental da Escola Dom Pedro II, com idades entre 10 e 15 anos, que participam desde a elaboração dos desenhos até a pintura final. Ao longo de cerca de quatro meses, aprenderam técnicas de pintura e discutiram o grafite como manifestação artística e expressão de cidadania. A proposta é entregar a obra finalizada durante a programação do Dia do Patrimônio, valorizando a música e a cultura local.
A pintura segue o conceito de grafite sonoro, com representações de instrumentos como gaita, pandeiro, berimbau, violão e trompete. A iniciativa também estimula reflexões sobre o uso de espaços públicos como áreas de convivência, lazer e expressão cultural.
Segundo Guilherme, a escolha do muro na praça surgiu de um convite da Secretaria de Cultura, integrando as ações da Semana do Patrimônio. “Foi um convite que encaixou muito bem com as nossas ações. Os estudantes gostam, é diferente e eles se sentem parte da cidade”, afirmou.
Proponente e coordenadora do projeto, Karina destaca que a proposta vai além da pintura. “Está sendo muito legal acompanhar tudo, porque além da coordenação, eu auxilio como professora e acompanho os alunos. É incrível ver como eles se desenvolvem, livres para criar sem cobrança de nota, apenas pelo prazer de fazer algo significativo. É essa alegria que tentamos passar para eles. A troca é enriquecedora, porque aprendemos com eles e também ensinamos um pouco do que sabemos”, disse.
Para a professora Gertrudes Plucinski, que acompanha o grupo, a experiência tem impacto positivo direto no comportamento e na autoestima dos estudantes. “Eles se sentem valorizados, percebem que o que ajudaram a criar permanece por anos, reforçando a identidade deles. Aqui na praça, que é um espaço de relevância cultural, o trabalho ganha ainda mais sentido”, avaliou.
Os estudantes também comemoram a participação. “Quando passarmos por aqui, vamos lembrar que foi a gente que fez. É legal deixar o ambiente mais bonito e colorido”, contou Rihanna Teresa Gomes. Para Nihaj Brönstup da Rosa o trabalho coletivo torna a experiência ainda mais especial. “Estamos trazendo cor para a praça e aprendendo várias técnicas novas. Já participei de outros projetos e é sempre muito legal.”
A revitalização integra a programação da Semana do Patrimônio, que inclui passeios guiados, o Café com Leitura, atividades sobre patrimônio ilustrado e ações voltadas à diversidade cultural.