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Novo sistema para recolhimento de resíduos sólidos urbanos em Erechim

O edital está aberto, e a coleta será através de contêineres que inicia pela área central com expansão gradativa aos bairros. Para 30 anos de contrato, estima-se receita bruta de R$ 688,55 milhões com investimentos superiores a R$ 155 milhões

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Entre as principais mudanças previstas no edital, está a implantação de contêineres e coleta automat
Por Rodrigo Finardi
Foto Ilustrativa

A Prefeitura de Erechim está com edital aberto de concessão de 30 anos para modernização, otimização, expansão, operação e manutenção do sistema de resíduos sólidos urbanos do município (coleta e destinação final). O contrato para 30 anos, tem um valor estimado de R$ 688,55 milhões (em torno de 1,91 milhões por mês, correspondente ao somatório da receita bruta total estimada em função da prestação dos serviços. A concessão prevê investimentos superiores a R$ 155 milhões durante o período.

Aberturas dos envelopes

A concorrência pública será julgada pelo critério de melhor técnica e menor valor da contraprestação mensal (com o mesmo peso para as duas propostas), que é pago pela Prefeitura de Erechim. Os envelopes com as propostas devem ser entregues até o dia 3 de outubro às 17 horas na Divisão de Licitações. A abertura dos envelopes está marcada para o dia 6 de outubro, a partir das 8h30min no Salão Nobre da prefeitura,

Mudanças previstas

De acordo com o Executivo a iniciativa busca garantir maior eficiência, sustentabilidade e modernização no manejo dos resíduos sólidos urbanos, ampliando a qualidade dos serviços prestados à população. Entre as principais mudanças previstas, está a implantação de contêineres e coleta automatizada de lixo, com utilização de 400 contentores para o lixo seco e 400 unidades para o lixo orgânico, iniciando nesta primeira fase em uma área central estendida a alguns bairros, conforme delimita estudo técnico realizado para a efetiva implementação.

Alternativa ao sistema tradicional

A instalação de contêineres para coleta de lixo nas ruas tem se tornado uma tendência em várias cidades brasileiras, como alternativa ao sistema tradicional de sacos deixados nas calçadas. O modelo promete modernizar a gestão de resíduos urbanos, mas também traz pontos de debate que dividem opiniões entre moradores, gestores públicos e especialistas.

Os prós

Entre os principais benefícios, está a organização do espaço urbano. Os contêineres evitam que sacos de lixo fiquem expostos em frente às residências e estabelecimentos, reduzindo a proliferação de animais, insetos e o mau cheiro nas ruas. Também representam mais segurança para os coletores, que deixam de carregar manualmente sacos muitas vezes rasgados e contaminados, passando a operar com sistemas mecanizados de recolhimento.

Outro ponto positivo é a maior eficiência operacional: caminhões adaptados conseguem recolher grandes quantidades de resíduos em menos tempo, o que pode diminuir custos de coleta no longo prazo. Além disso, a padronização do descarte facilita campanhas de conscientização sobre reciclagem, sobretudo quando há contêineres distintos para lixo orgânico e reciclável.

Os contras

O sistema não está livre de críticas em função da adequação urbana: em calçadas estreitas, os contêineres podem atrapalhar a circulação de pedestres e cadeirantes; em áreas mais movimentadas, podem virar alvo de vandalismo ou até de descarte irregular de entulhos e móveis. Outro desafio é a resistência cultural: parte da população ainda insiste em deixar sacos de lixo no chão, mesmo com os contêineres disponíveis, comprometendo a eficiência do sistema. O posicionamento dos equipamentos exige planejamento cuidadoso para evitar escoamento de chorume em dias de chuva.

Entre a modernidade e o hábito

A coleta por contêineres pode ser um passo importante rumo a uma cidade mais limpa, organizada e sustentável. No entanto, para que o sistema funcione, não basta apenas instalar os equipamentos: é preciso educação ambiental contínua, fiscalização contra o mau uso e investimentos que garantam a manutenção dos contêineres (o contrato prevê isso)

Responsabilidade compartilhada

Como em tantos outros aspectos da vida urbana, não se trata apenas de tecnologia ou infraestrutura, mas de mudança cultural e responsabilidade compartilhada entre poder público e cidadãos.

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