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Saúde

Atendimento humanizado fortalece a saúde mental na rede pública de Erechim

Durante o Janeiro Branco, especialista destaca mudanças culturais, serviços do SUS e a necessidade de prevenção

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Para a Dra. Letícia, humanizar é essencial no cuidado em saúde mental para poder compreender a compl
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Arquivo TV Bom Dia

Hoje trazemos um foco especial na saúde mental por ser o Janeiro Branco e a TV Bom Dia, recebeu nesta sexta-feira, dia 16, a psiquiatra pela Prefeitura Municipal de Erechim, a Dra. Letícia Rossetti, para falar um pouco sobre como funciona o atendimento em saúde mental na rede pública, o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) e os principais desafios enfrentados atualmente nesse cuidado.

Mudanças no olhar sobre a saúde mental

Segundo a médica, o destaque que a saúde mental ganhou nos últimos anos não se deve apenas à pandemia, mas a um processo que já vinha se consolidando. Ela explica que houve uma transformação importante no entendimento social sobre o tema, impulsionada pela ampliação dos tratamentos e pela desinstitucionalização dos pacientes. “Passamos de um olhar mais estigmatizado, mais assustado, para um olhar mais interessado e consciente”, afirma. Para Dra. Letícia, a pandemia intensificou esse movimento ao forçar a sociedade a lidar com o isolamento e com a percepção de que o convívio social é fundamental para a saúde psíquica.

O papel do SUS e a Rede de Atenção Psicossocial

A psiquiatra destaca que o SUS é inovador no cuidado em saúde mental por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que organiza os serviços desde a atenção básica até os atendimentos especializados. Essa rede começa nas Unidades Básicas de Saúde e se estende aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em Erechim, o município conta atualmente com três CAPS, que atendem diferentes perfis de sofrimento psíquico.

Serviços disponíveis em Erechim

O cuidado em saúde mental no município é estruturado de forma ampla, onde as Unidades Básicas de Saúde contam, em geral, com psicólogos que atuam como parte fundamental da rede. Para situações mais complexas, há o CAPS II, voltado a transtornos mentais graves, o CAPS AD, que atende pessoas com dependência química e seus familiares e o CAPSi, serviço mais recente, direcionado à saúde mental na infância. Dra. Letícia ressalta que esse último é “um serviço muito bonito”, por cuidar de uma fase essencial do desenvolvimento humano.

Práticas integrativas e cuidado ampliado

Além dos atendimentos tradicionais, os serviços de saúde mental do SUS oferecem as Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICS), que ampliam o conceito de cuidado. “Quando a gente pensa na saúde mental no SUS, esse cuidado não é médico centrado”, explica a psiquiatra. Atividades como grupos de música, coral, danças circulares, yoga no Parque Longines e até meliponários fazem parte dessas práticas, promovendo integração social e comunitária. Para ela, a saúde mental envolve mais do que consultas e medicamentos, pois depende do contexto em que a pessoa está inserida.

Como acessar a rede pública de saúde mental

O acesso aos serviços de saúde mental pode ocorrer tanto por demanda espontânea quanto por encaminhamento, e qualquer pessoa que procure uma Unidade Básica de Saúde ou um CAPS é acolhida e ouvida. Segundo a médica, “o acesso ele não é complexo, ele é fácil, mas talvez o entendimento é que ele não seja médico centrado”. O atendimento pode envolver diferentes profissionais, de acordo com a avaliação da equipe, e que o acolhimento imediato faz parte da estrutura dos CAPS, garantindo orientação a todos.

Para Letícia, a humanização é a base do cuidado em saúde mental, pois “sem um olhar verdadeiramente humano, não é possível compreender a complexidade dos casos nem oferecer o suporte adequado aos usuários”.

O estigma e seus impactos

Apesar dos avanços e da maior discussão sobre o tema, o estigma ainda existe, especialmente o autoestigma. Dra. Letícia observa que o preconceito social vem diminuindo, inclusive entre os jovens, mas muitas pessoas ainda minimizam o próprio sofrimento ou o de familiares. “As pessoas falam sobre saúde mental, mas quando o sofrimento é seu ou de um familiar, ainda compreendem aquilo como algo menor”, afirma. Ela lembra que o adoecimento psíquico é hoje uma das principais causas de afastamento do trabalho e que o sofrimento mental costuma ser solitário e difícil de expressar.

Desafios atuais do SUS

Na avaliação da psiquiatra, o maior desafio atual é a prevenção. Embora o atendimento esteja estruturado, ainda faltam ações mais consistentes voltadas à primeira infância e ao ambiente escolar. A médica defende uma sociedade mais compassiva e menos julgadora e chama atenção para as novas pressões sociais, intensificadas pela internet e pelas redes sociais, enfatizando que “para esse lugar, nós ainda não estamos olhando”.

Prevenção e promoção da saúde mental

Para Dra. Letícia, desmistificar o tema, ter programas que falem a respeito do adoecimento, de como se acessa tratamentos, já é um bom ponto inicial para discutir prevenção e, destaca ainda, que a saúde mental está ligada à comunidade e que todos devem repensar seu papel na prevenção do sofrimento psíquico.

Sinais de alerta e busca por ajuda

Entre os sinais de alerta estão perda de sentido da vida, falta de prazer em atividades antes apreciadas, pensamentos ansiosos repetitivos e dificuldades que atrapalham o dia a dia. “A ajuda não precisa ser obrigatoriamente em um meio da saúde”, afirma a médica, lembrando da importância das redes de apoio, como família, comunidade e espaços religiosos.

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