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Expressão Plural

Quando a coisa dá certo, merece aplauso

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Por Carlos Silveira – Jornalista e Historiador
Foto Arquivo pessoal

Durante nossa caminhada pela vida, é natural que opinemos sobre fatos, acontecimentos e ações que nos cercam. Mas, acima de tudo, é importante reconhecer aquilo que realmente dá certo. Seja em ações beneficentes, eventos culturais, pesquisas, invenções ou iniciativas voltadas ao bem coletivo, quando algo é feito com dedicação e propósito, merece ser valorizado e aplaudido.

 E foi exatamente isso que aconteceu com a 27ª Feira do Livro de Erechim, encerrada no último domingo após dez dias intensos de programação na Praça Municipal Prefeito Jayme Lago. O espaço, mais uma vez, transformou-se em um verdadeiro ponto de encontro da cultura, da inspiração e do conhecimento.

 Quem passou pela feira certamente saiu diferente. A presença de escritores, palestrantes, artistas e convidados especiais proporcionou momentos de reflexão, aprendizado e troca de experiências. Foram debates, lançamentos de livros, apresentações culturais e inúmeras oportunidades de conexão humana em torno da leitura e da arte.

 Para quem não conseguiu participar, fica talvez aquela sensação de ter perdido algo especial. Porque uma Feira do Livro vai muito além da comercialização de exemplares. Ela representa a aproximação das pessoas com aquilo que existe de mais valioso, o conhecimento. Em tempos cada vez mais digitais e acelerados, abrir um livro continua sendo como embarcar em uma viagem ao desconhecido, capaz de despertar emoções, memórias e novas visões de mundo.

 Não vou aqui citar nomes específicos, porque um evento desta grandeza não pertence a uma única pessoa. Uma Feira do Livro é construída por muitas mãos, ideias e esforços que caminham em uma mesma direção, ou seja, levar cultura, informação e oportunidades à comunidade. É um trabalho coletivo que envolve dedicação silenciosa e comprometimento verdadeiro.

 Participei de alguns momentos da programação e pude perceber de perto a força deste movimento. Assisti debates, acompanhei lançamentos literários, visitei estandes, prestigiei apresentações musicais, entre elas um emocionante show em homenagem aos Beatles e, acima de tudo, vi pessoas ocupando a praça, convivendo, dialogando e respirando cultura.

 A cada edição, a Feira do Livro cresce em importância e participação. E merece, cada vez mais, o olhar atento da comunidade, independentemente da idade. Afinal, é um espaço onde o idoso reencontra a juventude através das memórias e o jovem amplia horizontes através do conhecimento. Todos saem levando algo.

 Como diz o velho ditado, “a praça é do povo”. E talvez seja justamente este o lugar onde as feiras do livro devam permanecer, próximas das pessoas, acessíveis, vivas e pulsantes. Não importa se ali são vendidos poucos ou milhares de livros. O que realmente importa é a conexão criada entre leitores, escritores e comunidade durante aqueles dias.

 Os patronos mudam, novos autores surgem, as estruturas se renovam, mas a essência permanece a mesma. A Feira do Livro precisa continuar ocupando seu espaço com grandeza, brilho e relevância, caminhando lado a lado com cada morador desta cidade, hoje e no futuro.

 A todos os envolvidos, desde quem montou cada detalhe da estrutura até escritores, artistas, equipe de segurança, operadores de som, apoiadores, empresários, parceiros e Poder Público, fica o nosso reconhecimento e agradecimento pelo belo espetáculo proporcionado à comunidade.

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