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Rural

Remoção da vegetação ciliar deixa rios desprotegidos

Retirada da vegetação faz com que aumente o açoriamento dos rios e diminui o volume de água

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Riacho sem mata ciliar em Erechim
Por Redação
Foto Divulgação

A remoção da vegetação ciliar da região é algo preocupante, especialmente pelo fato de que pequenos rios correspondem a 80% da drenagem das bacias hidrográficas da região. Assim, com a remoção da vegetação ciliar, os rios ficam desprotegidos, sendo mais suscetíveis à erosão das margens, contaminação e, consequentemente, perda da qualidade e quantidade da água.

Este é um dos temas que pesquisadores e estudantes do Mestrado em Ecologia da URI tem desenvolvido suas pesquisas, direcionando à qualidade de matas ciliares na região Alto Uruguai. O estudo desenvolvido é sobre o efeito da remoção das matas ciliares sobre a qualidade de água de pequenos rios.

Este estudo é desenvolvido pelo professor Luiz Hepp e pela mestranda Rayana Picolotto, da URI, com a colaboração da professora Edelti Albertoni e do mestrando Júlio Serrano, da FURG (Universidade Federal de Rio Grande).

De acordo com o professor Hepp, a remoção da vegetação faz com que aumente o açoriamento dos rios, diminui o volume de água, não sendo fator positivo em termos de evapotranspiração e disponibilidade hídrica. Na realidade, o que acontece é que apesar do Código Florestal, a falta de cuidado com as práticas agrícolas por parte de alguns agricultores, acaba avançando o limite das margens dos rios.

A pesquisa que acontece nos municípios da região teve início há três anos e está na fase inicial de coleta de dados. “Mas estamos percebendo uma série de caminhos que podem ser utilizados em programas de gestão, de educação ambiental. Além de conscientizar e informar a população, precisamos de pró-atividade”, diz.

Segundo o professor, o projeto faz parte de uma série de pesquisas desenvolvidas que visam à avaliação da qualidade dos corpos hídricos regionais, possibilitando, assim, conhecer o funcionamento destes ambientes e fomentar ações de recuperação e conservação dos recursos naturais regionais.

Os estudos desenvolvidos pelos pesquisadores e estudantes do Mestrado em Ecologia da URI têm gerado dados de qualidade que podem subsidiar a gestão pública no contexto de conservação ambiental regional.

O projeto também permite o intercâmbio entre estudantes de diferentes instituições e nacionalidades, ampliando o conhecimento cultural dos estudantes e pesquisadores. Julio Serrano é peruano e está cursando o mestrado em Biologia de Ambientes Aquáticos Continentais na FURG. A vinda dele para Erechim deve-se à cooperação existente entre os pesquisadores dos cursos de mestrado da URI e daquela universidade.

 

 

 

 

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