Aleitamento materno: Unimed promove roda de conversa sobre amamentação
Quando o assunto é a importância do aleitamento materno, não há discussão, afinal a lista de benefícios cresce a cada dia. Entretanto, o que está mudando é a percepção sobre a representatividade do momento na vida da mulher e da criança. Para desmistificar a amamentação, esclarecer dúvidas e reforçar o respeito às singularidades, a Unimed Erechim promoveu uma roda de conversa sobre o tema com a ginecologista Ana Beatriz Closel Zampieri, no último dia 11. O encontro foi direcionado a colaboradoras gestantes ou que estão amamentando.
Conforme a ginecologista é importante que o bebê se alimente do seio, mas isto não é uma obrigatoriedade. “Nem sempre é possível e as mães não devem se culpar por isso, afinal são inúmeros fatores: a criança pode ter algum problema ou a mulher passou por um estresse, desencadeando depressão pós-parto. É preciso assimilar este momento e compreender que somos diferentes”, explica.
Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a mãe amamente durante os seis primeiros meses de vida, exclusivamente com leite do seu peito. A partir dos seis meses, outros alimentos podem ser introduzidos na dieta.
Quando a mãe e a criança conseguem viabilizar a amamentação, há muitos ganhos. Para o bebê, não há alimento mais completo. O leite materno contém todos os nutrientes essenciais para seu desenvolvimento, além de fornecer anticorpos que o protegerão de uma série de doenças. “Além disso, poderá ter uma melhor dicção, maior capacidade de aprendizado, entre muitos outros benefícios”, completa a médica.
Já para a mulher, amamentar faz com que o organismo volte ao normal mais rapidamente, devido a liberação de hormônios como a oxitocina, que ajuda na contração intrauterina, reduzindo o sangramento depois do parto. A OMS destaca ainda fatores como diminuição da ocorrência de osteoporose e anemia.
Mas os benefícios vão além da nutrição e prevenção de doenças. No momento da amamentação, a mãe e a criança estabelecem uma linguagem afetiva. “A gravidez é uma opção da mulher. Mas quando ela decide, entra em outro estágio, que chamamos de maternagem (cuidados próprios da mãe) e, neste caso, o cuidado não é opcional. Há uma grande responsabilidade envolvida”, reforça a ginecologista.
E esta responsabilidade não é apenas da mãe. Segundo Ana Beatriz, embora o vínculo entre a mãe e a criança deva ser fortalecido, o amparo da família é essencial. “É preciso compreender e respeitar o momento que a mulher está vivendo, afinal são muitas transformações”, indica.
Conforme a gerente de Desenvolvimento, Serviços Próprios e Inovação, Alessandra Sonda, o objetivo da cooperativa foi proporcionar às colaboradoras um momento de compartilhamento de informações e troca de experiências. “Temos uma ideia formada em nossas mentes sobre a amamentação, mas nem sempre ocorre como idealizado. Por isso é importante compreender as diferenças e vivenciar este momento da forma mais tranquila possível”, afirma.
A roda de conversa marcou a passagem da Semana Mundial do Aleitamento Materno, que neste ano teve como tema "Amamentação: presente saudável, futuro sustentável". Além disso, melhorar a saúde das gestantes foi um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização da Nações Unidas (ONU) e abraçados pela Unimed Erechim em 2011. A partir de 1º de janeiro de 2016, eles passaram a ser 17 e transformaram-se em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovendo, dentre outras ações, o empoderamento de todas as mulheres e meninas.