PET-Scan: tecnologia moderna no diagnóstico de doenças graves
Há 10 anos, uma opção de exame pode fazer toda a diferença no diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer.
No Brasil, de modo geral, a indicação vem sendo constante e há em torno de 150 aparelhos em todo o país, considerando que o equipamento tem um custo elevado de cerca de R$ 8 milhões. No Rio Grande do Sul, está disponível em Caxias do Sul e Porto Alegre. Em Santa Catarina, o exame pode ser feito em Chapecó, por exemplo.
Como funciona?
Conforme o médico oncologista de Erechim, Pablo Ribeiro, o Pet-Scan é uma espécie de tomografia por emissão de prótons. “É o exame mais moderno dos últimos tempos, sendo superior, inclusive à ressonância, tomografia e cintilografia óssea”, pontua, explicando que o aparelho permite imagens de toda parte molecular. “São emitidos raios em 3D e isso possibilita que seja visualizado todo o corpo humano, exceto a cabeça.
No procedimento pode ser identificado o câncer desde o início e também serve para verificar se o tratamento está funcionando. Além disso, pode auxiliar no diagnóstico da epilepsia, demência e no caso das pessoas que já sofrem infarto, por exemplo, para examinar se há alguma alteração no coração”, explica o especialista.
Segundo Dr. Pablo, o PET-Scan pode ser feito pelo sistema particular, num valor que fica em torno de R$ 3.500. Pelo Sistema Único de Saúde é indicado em alguns casos específicos, tais como: câncer de pulmão, de colo, de reto, mieloma múltiplo e linfoma.
“É um exame que requer um preparo de seis horas de jejum e, por pelo menos 12 horas, é orientado que o paciente não consuma cafeína e tabaco, e evite exercícios físicos na véspera do exame”, reforça.
Contraindicação
A contraindicação, conforme o oncologista, é só para pacientes grávidas e que estão amamentando, pois há um composto radioativo que prejudica o feto. “A pessoa fica uma hora em repouso e a duração do exame é aproximadamente 20 minutos. O resultado é liberado geralmente em até dois dias e se ocorrer tudo bem, o paciente é liberado logo na sequência”, comenta.
Exames: evoluções ao longo do tempo
Ao recordar os procedimentos que se tornaram suportes importantes na medicina, Dr. Pablo salienta que os exames existem há séculos, desde o raio X, o primeiro que surgiu e contribui muito no diagnóstico, contudo, assim como outros métodos, tinha imperfeições e começou a causar danos nos ossos nas pessoas que passavam pelo procedimento. “Aos poucos descobriu-se que precisava de uma proteção para haver menos efeitos adversos. Vale frisar que sempre orientamos que o paciente faça o exame a partir do pedido de um médico. Os planos de saúde, atualmente, fazem essa solicitação e é importante, pois, caso contrário, há pessoas que desejam fazer exames com mais frequência e isso não resolve, afinal, precisa haver um tempo para verificar como está a situação ou, ainda, a evolução do tratamento”, destaca.
O especialista de Erechim cita que, com o passar do tempo surgiram exames mais modernos como a tomografia, a qual consegue ler com mais precisão os órgãos e a parte óssea. “É utilizado, geralmente, em pessoas que não tem alergia ao contraste e em algumas situações específicas”, acrescenta.
A ressonância é o tipo mais acessível nesse momento, em comparação a outros exames. No entanto, também exige algumas precauções, como: o paciente não pode ter parafusos no joelho, stent no coração, nem marca-passo, pois o metal pode atrapalhar o resultado. “Muitas vezes é solicitado ao paciente a realização da tomografia ou ressonância como exames complementares ao PET-Scan, como exemplo, principalmente para avaliar a parte da cabeça”, completa.
Também há a cintilografia óssea (específico da parte óssea) para verificar se não há metástase (presença de células cancerosas fora da região do câncer primário). “Há situações em que o paciente não sente dor, porém, ao fazer o exame, pode verificar a existência de metástases”, alerta.
Todos os exames, exceto o PET-Scan, podem ser feitos em Erechim. Na opinião de Dr. Pablo, a cidade está muito bem estruturada no que diz respeito aos exames complementares, em todas as áreas de saúde.