21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

Fran 01.jpg

Dia da Gestante: período especial requer acompanhamento e atenção ampliada

Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Um período de encantamento, alegrias e muita expectativa. Essas são algumas características que marcam a fase da gestação que também pode gerar muita emoção e ansiedade. Para homenagear as futuras mamães, celebra-se neste domingo, 15 de agosto, o Dia da Gestante.

O médico ginecologista e obstetra de Erechim, Marcelo Petry, reforça a importância de cuidados específicos em cada etapa. “As gestantes sempre precisaram de um cuidado especial e devem ser mantidos independente da fase, sendo que a Medicina reconhece que é um momento importante, delicado e único na vida da mulher. A pandemia veio reforçar alguns aspectos. Entre as ações está o uso da máscara, o distanciamento social, a higienização das mãos, o uso do álcool em gel, e fazer o pré-natal, que abrange o acompanhamento com o ginecologista e fazer os exames solicitados”, destaca.

Primeiros aspectos essenciais

Segundo o especialista, a gravidez é um evento da natureza, por isso, quanto mais natural for a rotina, melhores serão os resultados. Desse modo, é essencial evitar vícios, usar medicação somente com orientação médica, ter uma dieta equilibrada, baseada em uma variedade de fruta, verduras e legumes, ingerir a quantidade e a qualidade certa de proteínas e ter uma hidratação adequada. “Durante a pandemia, percebemos, ainda mais, que o nosso sistema de defesa é muito importante no combate de todas as doenças e do Coronavírus, muito mais. Nesse ponto, entram os vegetais, sendo que todas as vitaminas e sais minerais acabam contribuindo”, pontua Petry.

Em paralelo, as atividades físicas aeróbicas, são muito importantes. O médico assinala que, se a gestante fizer 150 minutos de atividades por semana, o que representa, em média, 30 minutos por dia, de segunda a sexta-feira, já ocorre uma melhora expressiva na qualidade física da gestante, que também interfere na hora do parto.

Para cada trimestre, um cuidado especial

A gravidez é dividida em três trimestres, sendo que cada um exige cuidados diferentes na gestação. O mais delicado seria o primeiro, que se refere a formação do feto. Quanto melhores forem os cuidados, melhor será a formação desse bebê. Os dois últimos trimestres são para o desenvolvimento. “O pico de crescimento é a partir do sétimo mês – 28 semanas, momento em que é necessário uma atenção ainda maior com a alimentação, para que o bebê fortaleça melhor a parte óssea, os músculos, os tendões e todos os órgãos, o que irá refletir na hora do nascimento e na resistência para enfrentar o mundo externo, com muitas adversidades que não haviam no útero”, ressalta o ginecologista e obstetra.

Problemas que exigem foco redobrado

Conforme o médico, ainda hoje existem problemas simples que podem ser causas de fatalidades na gestação. Como exemplos está a anemia – um evento natural da gravidez. “As folhas verdes escuras e carne vermelha estão na lista de alimentos ricos em ferro. Mesmo assim, a gravidez absorve muito e a mulher acaba ficando anêmica. Por isso, por volta da 20ª semana, é iniciada a reposição de ferro para que a criança e a mãe tenham suporte sanguíneo para prosseguirem os nove meses. Outra doença é a diabetes. De 6 a 8% da população mundial, tem diabetes e na gravidez isso se potencializa”, explica, acrescentando, ainda, que as infecções vaginais, chamadas de vaginites, ainda são a maior causa de trabalho de parto prematuro, ruptura de bolsa e aborto. “Ao mesmo tempo, as infecções urinárias também são comuns durante a gestação e, muitas vezes, não geram sintomas.

Momento que requer compreensão

A gestação envolve todas as pessoas que estão à volta. Ao passo que é um momento bonito da vida da mulher, é também delicado. “Nesse sentido, é necessário apoio e proteção, pois a mulher fica muito fragilizada, tanto fisicamente como emocionalmente. Por isso, o suporte e a sensibilidade do companheiro ou pai do bebê, dos familiares próximos, dos amigos, dos colegas de trabalho, de compreenderem que o organismo dela está se modificando muito rápido, facilita para que ela consiga absorver as dificuldades da gestação e fique inserida no meio que costumava estar”, salienta.

Vacinas

De acordo com o especialista de Erechim, há vacinas que são básicas durante a gravidez, como a dose contra a hepatite B, coqueluche, tétano e difteria, e, atualmente, o imunizante que pode prevenir as complicações causadas pelo Coronavírus. “Esta última ainda possui alguns tabus, afinal, ainda não sabemos ao certo, todas as implicações para a mãe e para o feto no futuro. O que se tem de evidências até o momento, é que ela traz mais benefícios do que riscos, e por isso, é mais adequado, fazer a vacina”, orienta Petry.

 

“Ao decidirmos gestar na pandemia, levamos em conta a esperança de dias melhores”

“Ser mãe é uma benção gigantesca, uma alegria infindável, um amor que transforma o coração e que não é possível mensurar”. A declaração é da professora Francieli Dall Agnol, de 37 anos, grávida do segundo filho.

Para ela, esse momento reflete em uma tomada de consciência, de responsabilidade sobre poder orientar e proporcionar a um ser humano, aquilo que de melhor é possível deixar para o mundo. Francieli acredita que, enquanto mãe, a mulher precisa passar segurança, confiança, tranquilidade, naturalidade dos processos para que seu filho possa lhe procurar sem medo, e que essa relação precisa ser construída desde o início, ainda durante a gestação. “Hoje, gestante do nosso segundo filho, o Nícolas, em período de pandemia, os sentimentos envolvidos são diversos, como o medo, a incerteza, a insegurança, mas com certeza o maior deles, e aquele que prevalece é o amor”, reitera.

Momento planejado

A gravidez foi planejada e muito desejada por Francieli e Michel, assim como a gestação da primeira filha. “Ela foi confirmada no dia do aniversário de dois anos do nosso primeiro amor, a Luíza. Ela recebeu o presente de ser promovida a irmã mais velha”, relatou.

Os desafios e adaptações

Contudo, algo que surpreendeu o casal nas tentativas de engravidar, foi o diagnóstico de trombofilia, condição que, caso não seja tratada, pode causar abortos. Diante disso, foi preciso se organizar e fazer o pedido de uma medicação via Sistema Único de Saúde. “O tratamento é diário com injeções de anticoagulantes. Então, além da pandemia, temos essa preocupação, o que torna esse período da gestação, ainda mais amado e cuidado. Em cada dia de ultrassom é uma ansiedade para saber se está tudo bem como o bebê, e quando o resultado é positivo, a emoção é grande, pois sabemos que cada passo está mais perto do grande encontro físico com o amor da nossa vida”, comenta.

A educadora, que trabalha em escolas públicas de Erebango e Estação, revela que os desafios de estar gestante na pandemia são superados no dia a dia, sempre levando em conta os cuidados pra não se contaminar com o vírus. Nesse momento, ela trabalha no formato remoto, e acredita que isso contribui bastante para diminuir a exposição. “Por isso, sou muito agradecida aos meus locais de trabalho que, prontamente levaram em consideração o afastamento e também o pedido do médico”, afirma.

A esperança...

Durante a entrevista, Francieli enfatizou que, quando ela e o esposo decidiram gestar na pandemia, levaram em conta a esperança e a possibilidade de dias melhores, para que os valores e cuidados que estão um tanto perdidos, possam ser recuperados e transformados. "Temos muita fé em Deus e a certeza de que, se ele nos permitiu e possibilitou essa vivência num tempo difícil, é por que algo maior está nos guiando e nos abençoando para que os dias que estão por vir sejam só felicidade e amor!”, completou.

 

 

Leia também

;