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Saúde

André Hermes Agnoletto explica que os diabéticos, assim como os pacientes com uveítes, como a toxopl

Receio de que a catarata possa ressurgir após a cirurgia? Especialista esclarece!

Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Aos 60 anos, Alex percebeu um desconforto na visão e, após aguardar um período, resolveu procurar um especialista. Ao chegar no consultório, recebeu o diagnóstico de catarata. Após alguns exames de rotina e conversa com o oftalmologista, foi agendada a cirurgia para remoção do cristalino opaco e colocação de uma lente intraocular transparente.

Logo na sequência da cirurgia, algumas horas depois, Alex percebeu a visão ser reestabelecida. Ficou imensamente feliz e não retornou ao consultório para a revisão.

Após dois anos, ele sentiu um novo desconforto na visão e optou por buscar ajuda profissional. A dúvida era: ‘Doutor, fizemos a cirurgia, mas será que a catarata pode ter surgido novamente?’.

Médico responde!

A partir do questionamento de Alex e de muitas outras pessoas nos últimos dias, o médico oftalmologista de Erechim, André Hermes Agnoletto esclarece que, não, a catarata não pode surgir novamente após o procedimento. “O que acontece é que, atrás da lente fica uma membrana como forma de suporte e sustentação da lente. Com o passar do tempo, ela fica opaca, semelhante ao sintoma de quando há catarata. Isso causa uma confusão em muitos pacientes”, explica.

Por isso, afirma o especialista, o ideal é que eles retornem após seis meses da cirurgia (em média) para remoção da membrana, técnica que é feita no próprio consultório, de modo seguro, com um método a laser (também chamada de “limpeza da lente”). “Entre as vantagens de fazer precocemente, é a energia do laser utilizada, que é menor. Contudo, vale a atenção pois nem todas as pessoas que removeram a catarata, precisam fazer o segundo procedimento. Como exemplo geralmente estão as pessoas mais idosas, que não apresentam uma reação inflamatória muito expressiva e, em sua maioria, não irão fazer esse processo”, observa.

Grupos mais propensos

O médico salienta que as pessoas que tem diabetes, assim como os pacientes com uveítes prévias, como a toxoplasmose, por exemplo, geralmente apresentam mais opacidade da lente.

Após essa etapa, o paciente recebe alta médica referente às questões relacionadas à catarata. O que é interessante é fazer o acompanhamento de outros problemas da retina, olho seco, entre outros, além das revisões do óculos.

Rejeição da lente: pode ocorrer?

Outra dúvida comum nos consultórios é: a lente pode gerar rejeição? Segundo o oftalmologista de Erechim, isso é muito raro de acontecer, sendo que não ocorre há mais de 20 anos. “Hoje em dia há um rigor ainda mais expressivo na utilização de materiais e dispensa-se os que possam causar alguma rejeição”, destaca.

Atenção ao uso de colírios!

Do mesmo modo, André frisa que os pacientes que não seguem todas as orientações médicas, tais como o uso adequado dos colírios indicados após a cirurgia, têm chances de enfrentar a opacidade e dificuldades de visão, mais cedo. “Eles são fundamentais para evitar infecções, uma inflamação exacerbada ou uma cicatrização ruim que pode levar ao edema macular cistóide, o qual é tratado com medicamentos. Por isso, o pós-operatório deve ser levado muito a sério para prevenir complicações”, reforça o médico oftalmologista.

Em caso de dúvidas, o ideal é sempre contatar com o seu especialista. Mantenha as consultas e exames em dia, previna doenças mais graves e priorize a qualidade de vida.

 

 

 

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