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Blog do Dennis Allan

Alpinismo espiritual

Por Dennis Allan

A Bíblia emprega algumas figuras que seguram nossa atenção por criarem imagens visuais vívidas. Uma das minhas favoritas se encontra em Hebreus 6:18-20, que diz: “...tenhamos forte alento, para tomar posse da esperança que nos foi proposta. Temos esta esperança por âncora da alma, segura e firme e que entra no santuário que fica atrás do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre...”.

O Novo Testamento fala de âncoras no sentido literal em três versículos em Atos 27. A única outra referência se encontra nessa figura em Hebreus 6. Quando pensamos em marinheiros que lançam âncoras, entendemos que o propósito seja de segurar o navio no lugar para evitar que seja arrastado por ventos e ondas do mar (Atos 27:29). Em um sentido semelhante, alpinistas usam âncoras nas pedras que escalam para segurar suas cordas de segurança.

O marinheiro vê apenas uma corda ou corrente fixada no navio, mas acredita que o peso da âncora e a possibilidade de ela se agarrar no fundo do mar sejam motivos de confiança na imobilidade do navio.

O alpinista pode não enxergar a âncora, às vezes até colocada por outro aventureiro que subiu antes dele. Ele vê a corda e fixa seu mosquetão, confiando na segurança da âncora. Essa imagem me ajuda espiritualmente ao refletir sobre o texto de Hebreus 6. Jesus subiu antes de nós. Ele penetrou ou adentrou os céus (Hebreus 4:14), entrando no Santuário celestial “uma vez por todas” (Hebreus 9:12). Ele está lá como âncora, segurando a corda para dar a confiança da salvação aos fiéis.

Nunca pratiquei a alpinismo, mas já participei de outros esportes que exigem equipamentos de segurança e o uso de mosquetões em cabos de segurança. É comum usar dois mosquetões. Assim, mesmo se precisar mudar a posição ou passar para outra parte do cabo, tira um e coloca de novo antes de tirar o outro. Se o aventureiro tirar os dois ao mesmo tempo, fica sem proteção e pode sofrer uma queda fatal.

A âncora está firme e segura. Cabe a nós fixarmos o mosquetão e subir com confiança naquele que já ascendeu para abrir o caminho. O autor de Hebreus alerta várias vezes sobre o perigo de tirar o mosquetão, ou seja, de desistir no caminho e abandonar a confiança em Cristo. Ele encoraja os leitores com estas palavras: “Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição, mas somos da fé, para a preservação da alma” (Hebreus 10:39).

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